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Ministro argentino aponta perfil da estatal brasileira como ideal para a petrolífera nacionalizada pelo governo Kirchner

A nacionalização da YPF pelo governo argentino nesta semana foi ensaio para o país vizinho recriar o modelo estatal do setor petrolífero praticado até 1993, quando a petrolífera foi privatizada pelo então presidente Carlos Menem (1989-1993). “Estamos recriando a presença do Estado como controlador”, afirmou nesta sexta-feira (20), o ministro do Planejamento, Julio De Vido.

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Nomeado interventor da YPF, a presença do ministro no comando da empresa será exercida por 30 dias. Depois, segundo De Vido, a companhia seguirá modelo de mercado sem intervenção direta do Estado. “A YPF vai ser uma empresa profissionalizada, uma S.A. com controle estatal”, indicou.

O modelo a ser implantado pela Argentina será o da Petrobras, companhia com capital aberto no qual o governo brasileiro é o acionista majoritário. “O desafio que temos hoje toma a figura institucional da Petrobras como modelo”, diz De Vido.

Sobre a indenização de US$ 9 bilhões cobrada pela espanhola Repsol pelos 56% de participação acionária na YPF, perdida com a nacionalização na última segunda-feira, De Vido argumentou que a Casa Rosada “está buscando um caminho que agrade as duas partes”.

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