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Ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, declarou que será favorável ao projeto do Governo e irá respaldar a nacionalização da YPF

O ex-presidente argentino Carlos Menem, impulsionador da privatização da companhia petrolífera YPF em 1999, antecipou nesta sexta-feira que apoiará a expropriação de 51% das ações da empresa nas mãos do grupo espanhol Repsol no debate do projeto de lei no Parlamento na próxima semana. "Vou respaldar a nacionalização da YPF", disse o ex-governante (1989-1999) e atual senador em declarações publicadas hoje pelo jornal local "Crónica".

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O político ainda argumentou que o cenário atual não é o mesmo da época em que promoveu uma onda privatizações de empresas do Estado e falou que a Repsol não investiu na Argentina. "Não tenho nada contra os espanhóis, mas a Repsol não investiu nada no país e levou o lucro todo para o exterior. Esse foi o erro deles", disse. O ex-governante admitiu saber que será criticado pela decisão de apoiar o projeto do Governo da presidente Cristina Kirchner. No entanto, defendeu que "ninguém vai deixar de investir na Argentina, porque o país está fazendo valer seus direitos".

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O Governo argentino anunciou na última segunda-feira a intervenção da YPF, assim como a apresentação de um projeto de lei ao Parlamento para a desapropriação de 51% das ações de Repsol. A sentença da expropriação foi aprovada nesta semana pelas comissões do Senado argentino e passará pelo plenário da Câmara Alta na próxima quarta-feira, para posteriormente ser enviado aos Deputados.

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