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O ministro da Fazenda afirma que há total liberdade de entrada e saída de capital no País

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esclareceu nesta sexta-feira que o Brasil vai continuar a enfrentar o fluxo excessivo de entrada de capitais por meio de intervenções no câmbio, mas não controle de capital, embora use o termo no discurso que fará no sábado na plenária do Comitê Monetário e Financeiro Internacional. "Digamos intervenção no mercado de câmbio, pois não estamos controlando exatamente. Há liberdade de entrada e saída plena. O que fazemos é reduzir lucro da especulação", afirmou a jornalistas.

O ministro disse que não houve nenhuma objeção a essa atuação do Brasil durante a reunião desta sexta-feira do G-20, aliás, "muito pelo contrário". Segundo ele, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde falou na quinta-feira que países que achassem necessário deveriam fazer isso e que, portanto, ninguém irá fazer maior objeção. "O FMI vai continuar dando apoio, como já tem dado."

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No texto de seu discurso, porém, Mantega faz crítica ao fato de que o FMI tem apoiado as políticas super relaxadas das economias avançadas e relutado em apoiar as ações dos emergentes. Ele disse, no entanto, que o seu discurso não será alterado. Lagarde, por sua vez, disse na quinta-feira que os emergentes devem ajustar suas moedas se necessário ou aceitar a evolução do câmbio, o que mais tarde Mantega disse ser "um equivoco". "Houve algumas escorregadelas nos últimos dias", disse. "Mas parece que já se adaptaram a nosso discurso, então está tudo certo", completou.

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