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Para instituição, após reduzir a taxa Selic para 9% o BC deixou as portas abertas para um ajuste adicional

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O Bradesco considera que ficou mais provável a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir novamente a Selic em maio, potencialmente, em 0,50 ponto porcentual, o que deslocaria a taxa de 9%, fixada na quarta-feira, para 8,50%, um patamar que representaria uma nova mínima histórica.

Embora não descarte a hipótese de manutenção da Selic no próximo encontro de maio, o Bradesco avalia que o BC deixou as portas abertas para uma redução adicional.

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"Embora não estejam descartadas as chances de manutenção na próxima reunião em maio, acreditamos ser mais provável que o Copom reduza novamente a taxa de juros, mas em 0,50 ponto porcentual", destacam economistas do banco, em relatório divulgado nesta quinta-feira.

Entre os argumentos usados para justificar esse cenário, a equipe econômica destaca que os dados de atividade deverão mostrar retomada, mas com fragilidade da indústria, que ainda segue afetada por estoques elevados, principalmente no setor de veículos, e também por alguma acomodação da demanda.

"Com o comunicado de ontem, (o BC) volta ao padrão de deixar as portas abertas para a reunião seguinte, o que condiciona a decisão futura aos dados, ou seja, ao cenário prospectivo e aos riscos envolvidos", ponderam economistas do banco.

"De fato, ao enfatizar a contribuição desinflacionária do setor externo, o BC procurou mostrar que sua leitura do ambiente internacional continua cautelosa", salientam.

O próximo encontro do Copom está agendado para 29 e 30 de maio.

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