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Espanha e Itália são os países que despertam as maiores preocupações, diz a entidade em seu relatório financeiro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu nesta quarta-feira que sem a aplicação das políticas de coordenação e supervisão solicitadas para acalmar a "volatilidade" na zona do euro, o Produto Interno Bruto (PIB) da região poderia cair 1,4% até 2013, e ressaltou que a Espanha e Itália despertam as maiores preocupações. A organização multilateral reconheceu, no entanto, que os "riscos diminuíram", impulsionados pelas reformas tributárias e a injeção de liquidez do Banco Central Europeu (BCE). "Alcançar posições seguras em nível fiscal tomará tempo e enquanto isso a dívida soberana continua exposta a mudanças súbitas nas percepções dos investidores", afirmou o FMI em seu relatório financeiro.

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De acordo com o documento, a "escassez de crédito" é um dos grandes freios da economia da região. O texto também destaca que os riscos menores decorrem de uma rápida redução da dívida dos bancos europeus, submetidos a elevadas tensões ao lidar com "riscos de dívida soberana, fraqueza no crescimento, e exigências para fortalecer sua reserva de capital". Dessa forma, o FMI insistiu na importância de fortalecer a coordenação na região e estabelecer "um marco de estabilidade financeiro europeu".

No cenário positivo, ou seja, se forem colocadas em prática as medidas exigidas de supervisão e estímulo, o FMI avalia que o crescimento da zona do euro alcançará 0,6% nos próximos dois anos. As últimas estimativas do FMI para a zona do euro estimam uma contração do PIB da região em 0,3% em 2012 e crescimento de 0,9% em 2013.

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