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Economista com jeitão de playboy conquistador, o vice-ministro da economia é o assistente preferido da presidente, com quem se encontra no mínimo uma vez por semana

O vice-ministro da economia, Axel Kicillof, assumiu o papel de porta voz do governo e, no Senado Argentino, defendeu a decisão de expropriar a YPF
Reuters
O vice-ministro da economia, Axel Kicillof, assumiu o papel de porta voz do governo e, no Senado Argentino, defendeu a decisão de expropriar a YPF
A decisão da presidente argentina Cristina Kirchner em estatizar a petroleira YPF, até então propriedade da espanhola Repsol, trouxe finalmente à tona a figura política mais controversa do país nos últimos anos. Trata-se do vice-ministro da economia, Axel Kicillof, um jovem economista de 41 anos que, dizem não só as más línguas, tem hipnotizado a presidente viúva desde que chegou ao ministério, em dezembro do ano passado.

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Kicillof se parece muito mais com um playboy conquistador do que com seus sisudos colegas de gabinete. Tem horror a gravatas e quase sempre tem um botão a menos da camisa fechado. Foi assim essa semana, quando assumiu o papel de porta voz do governo em uma audiência no Senado argentino para explicar a expropriação da YPF.

Kicillof encontra-se pessoalmente com Cristina Kirchner ao menos uma vez por semana
AP
Kicillof encontra-se pessoalmente com Cristina Kirchner ao menos uma vez por semana
Vestido com uma camisa listrada, sem terno e com parte do peito a mostra, Kicillof não se intimidou com a presença do veterano ministro do Planejamento, Julio De Vido, e assumiu, de forma enfática, a defesa da decisão de Cristina Kirchner. Em seu discurso não mediu palavras para criticar seus críticos. Usou termos como “panacas”, “estúpidos” e “palhaços” ao se referir a autoridades espanholas e executivos da Repsol que bradavam do outro lado do mundo contra a decisão argentina.

Apesar do curto tempo no governo, Kicillof é considerado uma espécie de guru econômico de Cristina Kirchner. Ao contrário de seu chefe, o ministro da economia, Hernán Lorenzino, que se comunica com a presidente basicamente por meio de relatórios, Axel Kicillof tem trânsito livre na Casa Rosada. Pelo menos uma vez por semana ele despacha diretamente com a presidente Cristina Kirchner, que o considera um dos assistentes mais bem preparados de sua equipe.

Economista de formação, Kicillof faz parte da chamada juventude Kirchnerista. É amigo íntimo do filho mais velho de Crisitina com o ex-presidente Nestor Kirchner, Máximo, que fundou e lidera o movimento. É um admirador do economista britânico John Keynes e um marxista controlado.

Essa semana Kicillof foi tema de uma reportagem da versão espanhola da revista americana Vanity Fair, que o classificou como “Atraente, pai coruja e o cérebro da expropriação da YPF”.

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