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Para a estatal, a situação da petroquímica no Brasil é difícil em função da competição com os Estados Unidos

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, avaliou nesta terça-feira que o setor petroquímico do Brasil está em dificuldade porque não consegue competir em condições de igualdade com os Estados Unidos, que contam com gás mais barato.

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Segundo Graça Foster, a Petrobrás não fará novos gasodutos no país
Helio Motta
Segundo Graça Foster, a Petrobrás não fará novos gasodutos no país
Os EUA estão explorando o gás de xisto (shale gas), que possui baixos custos de produção e grandes reservas próximas aos centros de consumo. "Não é possível competir com o gás americano. A situação da petroquímica no Brasil é difícil em função dessa competição que os EUA têm imposto", disse Graça Foster, em evento no Rio nesta terça-feira.

Em razão da alta do preço do petróleo, os projetos petroquímicos baseados na Nafta estão menos competitivos que as plantas a gás. No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), onde a Petrobras e a Braskem estão construindo uma planta petroquímica, o projeto original foi reformulado, substituindo o petróleo pelo gás natural como matéria-prima.

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Além da alta dos preços do gás nacional em relação ao gás americano, o Brasi está sofrendo por uma escassez do insumo. Segundo Graça Foster, a Petrobrás não fará novos gasodutos no país, porque não há oferta de gás que justifique tais empreendimentos.

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