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Empresa de telefonia pretende aumentar em 58% o número de clientes e em 38,5% a receita líquida, atingindo R$ 38,6 bilhões em quatro anos

A operadora de telefonia Oi planeja investir R$ 24 bilhões entre 2012 e 2015. O presidente da empresa, Francisco Valim, lançou nesta terça-feira (17), no Rio, o plano de investimentos da empresa para os próximos quatro anos. Os valores são semelhantes aos da concorrente Telefônica (Vivo) – 24,3 bilhões entre 2011 e 2014.

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O plano da Oi será apresentado a investidores nesta quinta-feira (19), em Nova York.
Com o plano, a Oi pretende aumentar em 53,5% o número de usuários – 69,7 milhões em 2011 para 107 milhões – e aumentar a receita líquida em 38,5%, de R$ 27,9 bilhões para R$ 38,6 bilhões até 2015. Serão R$ 6 bilhões de investimentos por ano, até 2015, em que a Oi vai lançar a IPTV, novo modelo de TV móvel e interativa no Brasil e pretende dobrar a sua rede de backbone e criar 1 milhão de pontos de internet sem fio no País. “É um plano audacioso e realizável, em que estamos crescendo a receita e diminuindo a alavancagem”, afirmou Valim, à imprensa.

A Oi promete investir 20% de sua receita em 2012, percentual muito superior à média de empresas de Telecom, que varia de 15% a 17%; em 2015, será de 16% da receita.

De acordo com o presidente da empresa, para isso não será necessário rever contratos, cortar fornecedores ou pessoal. Segundo ele, a Oi contratou 2 mil funcionários no fim de 2011 e terminará dezembro com a 15% mais colaboradores que em janeiro de 2012.

A política de dividendos da empresa para seus acionistas também foi anunciada: a Oi vai distribuir R$ 3 bilhões em 2012 (R$ 2 bi relativos a 2011 e R$ 1 bi a 2012); R4 2 bi em 2013, R4 2 bi em 2014 e R$ 1 bi em 2015. A remuneração para os detentores de ações será de 20% neste ano e 13% nos dois anos seguintes.

Com o anúncio do plano, as ações da Oi tiveram alta de 1,70% (OiBR4) e de 1,42% (OiBR3) nesta terça-feira. Para Valim, os investidores poderão ter a melhor dimensão da viabilidade do plano já em 17 de maio, quando a empresa divulga seus resultados. Para ele, a alteração estrutural das ações da Oi, que passou a ter papéis de duas classes, também facilita o investimento para o mercado. “Era impossível investir na Oi, só os abnegados”, brincou.

“Entendemos que a companhia quer fazer o plano e que este atende as ambições do acionistas, permite pagamento de rentabilidade ao acionista. Ao fim do plano, a companhia estará muito melhor, dos pontos de vista operacional, financeiro e sob a ótica de governança. Mas, de fato, precisamos da performance do plano. A divulgação de resultado em 17 de maio é crucial para o mercado”, disse, para quem o investimento é adequado ao tamanho da Oi e a sua e capacidade de geração de caixa.
Segundo ele, as premissas usadas são “conservadoras”, com estimativa de juros de 11%, e a dívida está decrescente.

De acordo com Valim, a desaceleração no crescimento, que a fez perder espaço no mercado a partir de 2008, deveu-se a três “megainiciativas” que “tiraram o foco” da empresa: a entrada no mercado de São Paulo, a compra da Brasil Telecom e o endividamento.

“É difícil fazer movimentos desproporcionais em tamanho e não perder o foco. Quando se propõe a incorporar outra de tamanho parecido e entrar simultaneamente como quarto entrante no maior mercado do Brasil, gera ruído. São as principais razões. A Oi não tem problema, gera caixa, cresce, tem clientes para rentabilizar. Cresceu muito em São Paulo, telefone fixo e pré-pago cresceram, mas teve menos velocidade aos outros produtos. Voltamos ao investimento”, afirmou.

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