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Produto será vendido em pacote quádruplo, com linhas celulares e fixas e acesso à internet. Permitirá acesso a sites e redes sociais, criar canal pessoal e assistir a programação já exibida

A Oi anunciou nesta terça-feira que vai lançar este ano uma IPTV móvel e interativa que “reinventa o mercado de TV”, segundo o diretor de Inovação e Novos Negócios da empresa, Pedro Ripper. A TV virá no pacote quádruplo, que ainda inclui telefonia móvel, fixa e internet e será inicialmente disponível na cidade do Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

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A vantagem é que a IPTV será acessível pelas plataformas de televisor, tablets, smartphones e computadores e tem como previsão de implantação o fim do terceiro trimestre ou começo do quarto trimestre de 2012. O público-alvo é o consumidor de alta renda e exigente.

Em apresentação a jornalistas, a Oi mostrou uma TV que permite ao usuário interagir com sites da internet e redes sociais, ver programas já apresentados na hora em que quiser, escolher filmes como em uma locadora, assistir a um jogo de futebol escolhendo a câmera e ver mais de um canal ao mesmo tempo – tudo pelo controle remoto. A velocidade prometida de troca de canais será de 200 milissegundos, cerca de um décimo do tempo da troca normal.

De acordo com Ripper, uma das possibilidades é “customizar a TV para diferentes membros da família”, escolhendo uma série de canais, por preço competitivo, “igual ou menor que os dos concorrentes” de TV por assinatura.

“Pode-se navegar no tempo. No futuro, lendo a sinopse, mas com o túnel do tempo, consigo ver o programa que perdi. A janela do guia que permite ver o que se deixou de ver. O tempo de programação é menos relevante porque consegue ver na hora que quiser”, afirmou.

A nova IPTV permitirá ainda que as pessoas criem seus próprios canais, ou de grupos de amigos, com vídeos de internet de que tenha gostado, por exemplo.

Esse sistema já existe em lugares como os Estados Unidos, com a AT&T e em Portugal, pela Portugal Telecom, hoje sócia da Oi. A tecnologia foi desenvolvida justamente a partir da experiência portuguesa, já há cerca de dois anos no mercado.

“É um conceito intuitivo do qual já se fala há cerca de dez anos, mas faltava a tecnologia disponível. Agora temos, e não há nada parecido no Brasil”, disse Ripper.