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Média das ofertas iniciais de ações no Brasil foi de US$ 418 milhões, em 2011. No Canadá, é de US$ 27 milhões

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda flexibilizar as regras para incentivar Ofertas Públicas Iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) menores do que US$ 300 milhões (R$ 550 milhões), de acordo com Maria Helena Santana, presidente da autarquia. "O estudo está em fase inicial. Ainda não sabemos o que vale a pena ser flexibilizado, mas não vamos abrir mão disso", disse ela em conversa com jornalistas.

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O valor médio dos IPOs no Brasil é bastante elevado quando comparado a outros países, na opinião de Maria Helena. Na Austrália, por exemplo, a faixa média foi de US$ 66 milhões no ano passado, enquanto no Canadá foi de US$ 27 milhões. Já na Indonésia, o valor chegou a US$ 89 milhões.

"No Brasil, o valor médio dos IPOs foi de US$ 418 milhões no ano passado. Essa diferença em relação a outros países deve servir de inspiração para adequarmos o nosso mercado ao restante do mundo", disse.

De acordo com Maria Helena, a abertura de capital no Brasil não é a mesma coisa que em outros países, pois o modelo das ofertas e os investidores são diferentes. Aqui, o foco é na liquidez do papel. A dificuldade para empresas menores abrirem capital prejudica o desinvestimento de fundos de private equity e venture capital (que compram participação em empresas de menor porte). "Com isso, abrimos mão de geração de empregos e de apoiar empresas inovadoras e prósperas", disse a presidente da CVM.

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