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Presidente do banco diz que objetivo é contribuir com os esforços de aceleração da economia. Em 2011, foram liberados R$ 140 bi

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta segunda-feira que a instituição deve conceder empréstimos de R$ 145 bilhões a R$ 150 bilhões em 2012.

O número é pouco superior aos R$ 139,678 bilhões liberados pelo banco de fomento no ano passado e faz parte dos esforços do governo federal para tentar acelerar a expansão da economia. O PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011. A expectativa do governo para este ano é de uma expansão em torno de 4,5%.

"O crescimento este ano deve ser liderado pelo investimento e vamos dar nossa contribuição", disse Coutinho a jornalistas após participar de evento, frisando porém que o objetivo maior do governo é incentivar o investimento privado.

Coutinho anunciou nesta segunda-feira que o BNDES deve investir R$ 1 bilhão de reais nos próximos três anos na compra de participação em empresas de menor porte , mas de alto potencial de crescimento.

"Isso tem um potencial de alavancar investimentos privados para o setor em até 5 vezes", disse.

Coutinho também fixou como desafio aumentar a taxa de investimento da poupança em relação ao PIB, que atualmente é de 24%. “Não é sensato depender do ingresso da poupança externa”, afirmou. O presidente do banco de fomento quer ainda diversificar as fontes de financiamento privado de longo prazo, estimulando as emissões de debêntures de projetos de infraestrutura, por exemplo, ou por meio de FIDCS.

“Nós temos que apoiar as empresas brasileiras mais competitivas, mas não temos que assistir todas as empresa”, ressaltou Coutinho. Durante a sessão da qual participou, ele projetou ainda que, com a queda da Selic, haverá a migração de investimentos na poupança para aplicações mais rentáveis, e disse que é preciso melhorar a competitividade da indústria. “O país precisa ter ganhos de produtividade em serviços, construção e na indústria manufatureira, e também de melhorias em logística. É uma agenda fundamental para o desenvolvimento do país”, ressaltou.


(* com Danielle Brant, iG São Paulo )

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