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Em plena safra de cana-de-açúcar, falta álcool em pelo menos 10% dos postos de Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O produto já registrou um aumento de até 15% este mês nas bombas.

Em plena safra de cana-de-açúcar, falta álcool em pelo menos 10% dos postos de Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O produto já registrou um aumento de até 15% este mês nas bombas. Os motoristas são obrigados a se deslocar em busca do etanol ou recorrer à gasolina. <p><p>De acordo com o presidente regional do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo (Sincopetro), José Marques, as distribuidoras deixaram de atender os pedidos alegando falta de etanol. Quando as entregas se efetivam, segundo ele, o álcool é faturado com preços até 30% maiores que na semana anterior. <p><p>Segundo ele, os donos de postos não têm alternativa senão repassar o aumento para o consumidor. Ele acredita que nesta semana, o álcool deve sofrer novos reajustes. "O governo precisa agir para evitar que o consumidor fique refém dos produtores de etanol", defendeu.<p><p><b>Em queda</b><p><p>O diretor do sindicato observa que o preço do álcool está na contramão de uma tendência de queda de preço que costuma ocorrer no início da safra. As usinas paulistas iniciaram a moagem da maior safra da história. Em função disso, no mês de março, o combustível chegou a registrar redução de preço de 12,2% em quatro semanas. <p><p>Conforme o último levantamento divulgado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro nos postos da cidade na última semana de março era de R$ 1,51. Marques diz que o álcool começou a faltar depois do feriado da Páscoa. Na sequência, os produtores elevaram os preços.
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