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Zona euro entra em recessão pela primeira vez na história

A zona euro entrou nesta sexta-feira oficialmente em recessão pela primeira vez em sua história, na véspera da cúpula financeira de Washington e em meio à pressão cada vez maior por uma resposta européia mais forte frente à crise econômica.

AFP |

O Produto Interno Bruto (PIB) dos 15 países que usam o euro recuou 0,2% no terceiro trimestre, comparado ao anterior, segundo estimativa publicada nesta sexta-feira pelo escritório de estatísticas europeu Eurostat.

Depois da queda de 0,2% no segundo trimestre, a zona euro entrou em recessão, definida por dois trimestres de recuo do PIB, pela primeira vez desde sua criação em 1999.

Entre as principais economias da zona euro, a Alemanha e a Itália registraram seu segundo trimestre consecutivo de recuo do PIB, com uma contração de 0,5%.

A França escapou por pouco, por enquanto, à recessão, com uma ligeira alta de 0,1% de seu PIB no terceiro trimestre, depois da desaceleração de 0,3% no anterior. A Espanha também registrou uma baixa, de 0,2%, de seu PIB, mas havia conseguido alta de 0,1% no segundo trimestre.

A União Européia em seu conjunto evita também a recessão: seu PIB cai 0,2%, mas depois de um crescimento zero no segundo trimestre.

O retorno é importante, enquanto no primeiro trimestre, a zona euro havia ainda registrado um crescimento de 0,7%.

"O quarto trimestre deve mostrar uma redução ainda maior, enquanto a crise financeira afeta cada vez mais a economia", destacou o economista Howard Archer, do instituto Global Insight.

O mais duro deve estar por vir, porque os efeitos da crise financeira sobre a economia real vão começar a aparecer realmente apenas nos próximos meses.

Para o próximo ano, o FMI e a OCDE antecipam uma contração de 0,5% do PIB no acumulado do ano. A Comissão, mais otimista, prevê um ligeiro crescimento de 0,1%.

Estas más notícias coincidem com a realização da Cúpula dos grandes países industrializados e emergentes, a partir da noite desta sexta-feira, em Washington, para discutir a reforma do sistema financeiro internacional, estarão também sob pressão para dar respostas à crise econômica.

O Japão e a China, que participam da cúpula, acabam de anunciar vastos planos de retomada.

Mas diante da degradação econômica, as pressões são cada vez maiores para adotar medidas coordenadas fortes tanto na Europa como no mundo todo.

Os governos europeus adotaram medidas de apoio à atividade, como alívios fiscais principalmente. Mas eles custar a adotar um programa coordenado de grande amplitude.

A Comissão européia prometeu apresentar propostas em 26 de novembro para apoiar a economia, mas o programa vem se anunciando modesto, devido aos limites de orçamento europeu.

slb/lm

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