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Zona do euro poderá ter novo corte nos juros

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 6 nov (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, deu a entender hoje que em breve haverá um novo corte nos juros, dado que a economia da zona do euro está em recessão e as pressões inflacionárias diminuíram.

EFE |

Previamente, o Conselho de Governo da entidade monetária européia reduziu a taxa reitora em 50 pontos básicos, para 3,25%, o nível mais baixo desde outubro de 2006.

Na entrevista coletiva após a reunião do Conselho de Governo, Trichet afirmou que eles discutiram uma baixa compreendida entre 50 e 75 pontos básicos e que finalmente decidiram por unanimidade um corte de meio ponto percentual.

Até agora, o BCE nunca reduziu as taxas de juros em 75 pontos básicos.

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra também surpreendeu os mercados financeiros com uma redução das taxas de juros no Reino Unido de 1,5 ponto percentual (uma quantidade recorde), para os 3%. O corte foi de um ponto a mais do que previam os analistas.

Além disso, o Banco Central da Dinamarca seguiu os passos do BCE e reduziu suas taxas em meio ponto para os 5%. O Banco Nacional Suíço também relaxou sua política monetária ao reduzir a margem para a meta da taxa Libor de três meses em 0,5 ponto, para 1,5% a 2,5%.

Trichet destacou que a notável redução das pressões inflacionárias permitiu ao BCE diminuir a taxa de juros em duas ocasiões em um mês, após a redução coordenada, também em 0,5 ponto, com outros bancos centrais em 8 de outubro.

Na ocasião, o BCE baixou os juros em 50 pontos básicos, em uma ação com o Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Banco da Inglaterra e os bancos centrais da Suíça, Suécia e Canadá.

O presidente do BCE disse que "não pode descartar mais reduções das taxas de juros porque a crise financeira global pode levar a uma depressão econômica generalizada".

"O nível de incerteza pelos movimentos dos mercados financeiros continua sendo extremamente elevado e enfrenta desafios excepcionais", disse Trichet, que acrescentou que "é a primeira vez" que ocorrem "turbulências financeiras muito grandes no mundo industrializado".

Trichet observou também um "alívio posterior das pressões em alta para a estabilidade de preços na zona do euro".

Na entrevista coletiva, ele insistiu em que a inflação cairá abaixo dos 2% ao longo do próximo ano e disse que as expectativas de inflação em longo prazo caíram notavelmente.

O presidente do BCE ressaltou que na reunião de dezembro o Conselho de Governo terá mais dados econômicos à disposição e também as novas projeções de crescimento e inflação dos economistas da entidade.

O economista-chefe do Commerzbank, Jörg Krämer, considerou que é provável que o BCE atue de novo em dezembro, após ter reduzido as taxas de juros em 100 pontos básicos em um mês.

Segundo Krämer, os comentários de Trichet sugeriram com uma clareza incomum que o banco europeu reduzirá novamente as taxas, provavelmente no início de dezembro em 50 pontos básicos, para os 2,75%".

Além disso, o Commerzbank prevê que o BCE cortará suas previsões de crescimento para 2009 do atual 1,2% até um número próximo a zero.

O presidente do BCE acrescentou que espera "que o setor bancário contribua para restaurar a confiança" e destacou que os bancos comerciais da zona do euro têm dificultado recentemente o acesso das empresas ao crédito.

Com estas fortes reduções dos juros, o BCE quer contribuir para que o setor bancário possa proporcionar crédito suficiente à economia, para evitar uma nova situação como a dos anos 30, em que a escassez de dinheiro e crédito desencadeou uma crise econômica global. EFE aia/ab/jp

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