Com melhores números também ficou o conjunto da União Europeia, que registrou deficit de 9,6 bilhões de euros

A zona do euro retornou em junho aos números positivos no comércio exterior, ao obter um superavit de 2,4 bilhões de euros, frente ao deficit de 3,3 bilhões de maio, como informou nesta sexta-feira o Eurostat, o escritório estatístico da UE. Com melhores números também ficou o conjunto da União Europeia, que registrou deficit de 9,6 bilhões de euros frente aos números vermelhos de 14,8 bilhões de maio.

As exportações da zona do euro aumentaram em junho 5,2% com relação a maio (5,8% na UE), enquanto as importações cresceram 4,3% (5,2% nos 27). Eurostat publicou hoje os números detalhados do comércio exterior comunitário durante o período janeiro-maio, no qual destaca o aumento do déficit no setor da energia (-115,6 bilhões de euros) frente aos 93 bilhões de euros negativos do mesmo período de 2009.

Já a UE teve aumento do superavit em bens manufaturados, que subiu a 63,5 bilhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano (47,6 bilhões em janeiro-maio de 2009). As trocas comerciais da União Europeia com os principais sócios aumentaram entre janeiro-maio com relação ao mesmo período de 2009, com exceção das importações procedentes dos Estados Unidos, que recuaram 8%.

O superavit comercial da UE com os EUA dobrou entre janeiro e maio na comparação com os cinco primeiros meses do ano anterior, ao passar de 12,2 bilhões para 25 bilhões de euros. Também aumentaram os superavits com a Suíça (6,8 bilhões frente a 4,8 bilhões) e a Turquia (5,6 bilhões para 1,9 bilhão).

Por outro lado, os 27 viram aumentar o deficit comercial com a China (de 55,7 bilhões para 57,5 bilhões) e com a Rússia, seu principal fornecedor de produtos energéticos, que passa de 16,9 bilhões de euros para 32 bilhões. Alemanha continua como o país com o maior superavit comercial, que alcançou 60,2 bilhões de euros entre janeiro e maio, seguido da Holanda (17 bilhões) e Irlanda (16,1 bilhões). Os Estados-membros com maior déficit comercial foram o Reino Unido (-42,8 bilhões de euros), França (-25,6 bilhões) e Espanha (-21,3 bilhões).

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