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Zoellick pede substituição do G7 por grupo melhor

Washington, 6 out (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, afirmou hoje que a crise financeira global destacou a necessidade de reestruturar o atual sistema multilateral e pediu a substituição do G7 por um grupo melhor.

EFE |

"O Grupo dos Sete (G7, os países mais industrializados) não funciona", declarou Zoellick no texto de um discurso que pronunciará hoje e que o BM antecipou.

"Precisamos de um grupo melhor para tempos diferentes", afirmou Zoellick no texto de seu discurso, no qual pede a criação de um novo grupo flexível que inclua em uma primeira fase Brasil, China, Índia, México, Rússia, África do Sul e os atuais membros do G7 (EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Para o presidente do BM, o novo grupo deveria "evoluir para se adaptar a algumas circunstâncias em transformação" e ter flexibilidade suficiente para incorporar as potências emergentes, além de servir como uma rede de interação freqüente.

"Necessitamos de um Facebook para a diplomacia econômica multilateral", afirmou o responsável pelo BM.

Zoellick insiste na necessidade da existência de um núcleo de ministros de Finanças que tenha a responsabilidade de se antecipar a possíveis problemas, compartilhar informação e impressões, explorar interesses mútuos e mobilizar esforços para solucionar problemas.

O novo grupo representaria cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 56% da população e 62% da produção energética.

Além disso, os integrantes desse novo grupo são os principais atores nos mercados de capitais globais, as matérias-primas e os mercados de câmbio, segundo o BM.

Zoellick ainda se mostrou contrário a batizar o novo grupo de G-14. "Não criaremos um novo mundo simplesmente remodelando o velho", diz o texto.

Segundo Zoellick, o novo grupo "não deverá ter um número, deverá ser flexível e, com o tempo", poderá "evoluir".

"Outros membros" poderiam ser incorporados, "sobretudo se suas crescentes influências" forem "acompanhadas do desejo de compartilhar responsabilidades", afirma.

O presidente do BM diz que o novo grupo deveria manter reuniões regulares, sejam elas pessoais ou por meio de videoconferências.

"O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, (...) junto com a Organização Mundial do Comércio (OMC)," poderiam apoiar esse grupo, destaca Zoellick.

Em sua opinião, estes organismos poderiam ajudar a identificar problemas, fornecer análise e propor soluções, entre outras funções.

Para Zoellick, a atual crise financeira global, que se desencadeou nos EUA em meados de setembro, ressalta a interconexão dos mercados e evidencia a necessidade de que a resposta a estas situações seja mais ampla e global.

Em seu discurso, ele se refere também às eleições que serão realizadas em 4 de novembro nos Estados Unidos e aos desafios da próxima administração.

"No próximo mês, os EUA elegerão um novo presidente", lembra Zoellick, para quem uma das principais responsabilidades da próxima administração será lidar com as seqüelas da atual crise sobre a economia do país.

"O destino apresenta uma oportunidade envolvida em uma necessidade: modernizar o multilateralismo e os mercados", ressalta Zoellick.

Seu discurso, previsto para as 13h30 (horário de Brasília) no Instituto Peterson, um centro de estudos de Washington, acontece dias antes da Assembléia anual conjunta do FMI e do BM, marcada para o próximo fim de semana na capital americana.

O evento reunirá também os ministros de Finanças e chefes de Governo do G7, que se encontrarão em Washington num momento crítico para a economia global. EFE tb/ab/jp

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