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Zoellick pede que o G8 atue contra a crise mundial de alimentos e energia

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, fez um apelo nesta quarta-feira para que o G-8 comece a agir, em conjunto com os produtores de petróleo, para controlar a alta dos preços da commodity e dos alimentos, que está colocando o mundo numa zona perigosa.

AFP |

"Incentivo os países membros do G8, em conjunto com os principais produtores de petróleo, a agirem para combater esta crise", acrescentou, a alguns dias da abertura da Cúpula dos chefes de Estado e do governo do Grupo dos Oito países mais industrializados.

"Trata-se de um teste para o sistema mundial, em termos de ajuda aos mais vulneráveis e não pode fracassar", explicou Zoellick.

Zoellick insistiu sobre as conseqüências do duplo aumento dos preços do petróleo e dos produtos alimentares sobre as populações mais pobres.

O presidente do Bird enviou uma carta ao premier japonês Yasuo Fukuda, em previsão da Cúpula do G8, de 7 a 9 de julho, no Japão, para colocá-lo a par das preocupações e das necessidades do planeta.

Zoellick estimou na carta em US$ 3,5 bilhões as necessidades de financiamento a curto prazo em termos agrícolas de 50 países, principalmente para compra de fertilizantes e sementes.

Em relação às necessidades de financiamento submetidas ao programa mundial de alimentos (PAM) e ao Fundo Monetário Internacional, Zoellick indicou que é preciso a curto prazo um total de US$ 10 bilhões.

Na carta enviada a Fukuda, Zoellick apresentou algumas propostas para atenuar a escassez mundial de alimentos, entre elas obter das Nações Unidas uma garantia de uma parte do financiamento do PAM e a criação de reservas estratégicas humanitárias.

Zoellick já havia feito um apelo, em meados de abril, a uma intervenção dos países membros do Banco Mundial para evitar que a crise de alimentos empobreça ainda mais as populações menos favorecidas.

Segundo estimativas do Bird, desde 2007, os aumentos dos preços do petróleo, das matérias-primas e dos produtos alimentícios têm um impacto negativo de 3 a 10% sobre o PIB de 41 países.

tu/lm/sd

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