BRASÍLIA, 7 de abril (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, descartou nesta quarta-feira possíveis problemas na realização do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, previsto para 20 de abril, e afirmou que tem confiança na adesão de três consórcios.

"Temos segurança que não há problema no processo", disse a jornalistas ao sair do Itamaraty, referindo-se à ameaça do Ministério Público Federal no Pará de entrar na Justiça contra o licenciamento ambiental prévio concedido para a construção da usina no rio Xingu (PA).

BRASÍLIA, 7 de abril (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, descartou nesta quarta-feira possíveis problemas na realização do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, previsto para 20 de abril, e afirmou que tem confiança na adesão de três consórcios.

"Temos segurança que não há problema no processo", disse a jornalistas ao sair do Itamaraty, referindo-se à ameaça do Ministério Público Federal no Pará de entrar na Justiça contra o licenciamento ambiental prévio concedido para a construção da usina no rio Xingu (PA).

O ministro disse que a iniciativa do MP "pode ter sido um equívoco", e lembrou que a licença foi concedida com base em estudos.

"A legislação ambiental brasileira é uma das mais rigorosas do mundo. A partir do momento em que a usina de Belo Monte obtém licença prévia é porque atendeu todos os requisitos", garantiu o executivo.

Ele disse que ainda espera a adesão ao leilão dos três consórcios que estudavam participar do evento, mas não antecipou quais seriam as empresas envolvidas.

Perguntado se a Suez Energy do Brasil, que venceu o leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no ano passado, confirmou a entrada no leilão, Zimmermann limitou-se a responder: "Torcemos para que entre."

Procurada pela Reuters, a Suez não informou se vai participar do evento.

As empresas que vão disputar Belo Monte têm até esta quarta-feira para comunicar à Eletrobras se desejam parceria com uma das controladas da estatal --Eletronorte, Furnas, Chesf ou Eletrosul--, que terão entre 40 e 49 por cento de participação no consórcio vencedor.

Até o momento o mercado aposta que pelo menos os consórcios liderados pela Andrade Gutierrez -- que incluiria Neoenergia, Votorantim, Vale e CPFL Energia-- e outro pela Odebrecht, que viria com a Camargo Corrêa, estarão no leilão.

O valor máximo estipulado para a tarifa, de 83 reais o megawatt/hora seria um dos motivos de dúvida para a participação das empresas, que consideram baixo o valor para a construção da obra estimada em 19 bilhões de reais pelo governo. Pelas regras do leilão, vence quem oferecer a menor tarifa.

(Por Natuza Nery; Texto de Denise Luna)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.