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Yuan fraco afeta comércio brasileiro, diz Meirelles

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje que a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, em relação ao dólar afeta o desempenho do comércio exterior brasileiro, uma vez que 7% do total das exportações do País iam para a China antes da crise e esse número praticamente dobrou depois dela.No entanto, ele disse que qualquer movimento em direção à valorização da moeda chinesa deve ser tratado como parte de uma questão mais ampla, de como reequilibrar a economia global de modo que países com grandes superávits em conta corrente, como a China, se tornem mais dependentes do consumo doméstico, enquanto nações onde o consumo interno é mais forte, como os Estados Unidos, consigam impulsionar a poupança interna.

AE |

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje que a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, em relação ao dólar afeta o desempenho do comércio exterior brasileiro, uma vez que 7% do total das exportações do País iam para a China antes da crise e esse número praticamente dobrou depois dela.

No entanto, ele disse que qualquer movimento em direção à valorização da moeda chinesa deve ser tratado como parte de uma questão mais ampla, de como reequilibrar a economia global de modo que países com grandes superávits em conta corrente, como a China, se tornem mais dependentes do consumo doméstico, enquanto nações onde o consumo interno é mais forte, como os Estados Unidos, consigam impulsionar a poupança interna.

Meirelles disse ainda que as discussões com a China em torno de um "sistema de moeda local" para comércio bilateral não teriam efeito na atual cotação do real e do yuan. Ele disse que o objetivo é criar um sistema como o que o Brasil tem com a Argentina e o Uruguai, por meio do qual importadores e exportadores podem processar seus pagamentos e recebimentos em moeda local em seus respectivos bancos centrais no lugar de ter que fazer operação de câmbio em dólar.

Meirelles deu entrevista à agência Dow Jones durante sua passagem por Washington, nos EUA, onde participou de reuniões com o G-20 na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI). As informações são da Dow Jones.

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