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Yahoo muda comando no Brasil e na América Latina

SÃO PAULO - Em meio a um processo de redução de 10% de sua mão-de-obra em todo o mundo e de uma possível retomada nas negociações com a Microsoft, a operação latino-americana do Yahoo parece estar surfando uma onda diferente da matriz e se organiza para aproveitar o potencial de crescimento do mercado de publicidade online na região. Segundo a Pyramid Research, os negócios na área vão movimentar US$ 2,6 bilhões em 2013.

Valor Online |

Depois de dois anos à frente do Yahoo Brasil, Guilherme Ribenboim passará a comandar as operações da empresa na América Latina e nos mercados hispânicos dos Estados Unidos. Em seu lugar ficará Andre Izay, atual diretor de marketing de buscas, que acumulará as duas funções.

Ribenboim é o segundo executivo brasileiro do Yahoo a assumir um cargo fora do país. Seu antecessor, Bruno Fiorentini, foi convidado a liderar a operação australiana da companhia. No rival Google ocorreu movimento semelhante. Em agosto, Alexandre Hohagen, então presidente do Google no Brasil, foi convidado a dirigir a empresa na América Latina.

De acordo com Izay, a separação da operação local tem sido uma estratégia da empresa. " Se olharmos muito para fora podemos perder oportunidades de crescimento " , diz.

Em 2008, o Yahoo Brasil aumentou seus investimentos em 40% e contratou 25% mais profissionais. Com isso, a operação deve apresentar um crescimento na faixa dos 50%, em linha com o que foi registrado em 2007. " No primeiro semestre, o crescimento foi de 56,7% " , comenta Izay. O crescimento do mercado foi de 45%.

Com esse desempenho, os cortes globais anunciados na quarta-feira tiveram um impacto menor no Brasil. De acordo com Izay, o número de pessoas demitidas no país não chega a cinco pessoas.

O Interactive Advertising Bureau (IAB) estima que o investimento em mídia online - principal fonte de receitas do Yahoo - vai crescer 40% no Brasil em 2008, atingindo R$ 740 milhões. O valor não leva em conta o Google, que não divulga seus números. No âmbito regional, uma pesquisa da Pyramid Research encomendada pelo Google indica que o mercado de publicidade on-line pode chegar a US$ 2,6 bilhões em 2013, quatro vezes mais que a previsão de US$ 549 milhões para 2008.

Izay destaca duas iniciativas do Yahoo para crescer. A primeira é desenvolver estratégias de publicidade que atendam às necessidades específicas de cada cliente, saindo um pouco da dependência das buscas - dominadas pelo Google - e de anúncios com imagens (display ads), onde atuam diversas outras empresas. Aproveitando o movimento de internacionalização das empresas brasileiras e os centros de decisão instalados aqui por multinacionais, a empresa também está investindo na oferta de contratos de publicidade para toda América Latina.

Além das mudanças de executivos, a empresa está investindo na criação de uma " célula de experimentação " , unidade destinada à criação de produtos que atendam às necessidades específicas dos internautas latino-americanos. O objetivo é que sejam criados três ou quatro novos itens por ano, que podem ou não ser incorporados ao portfólio da empresa. A célula segue o modelo da unidade de inovação criada pelo Yahoo no ano passado, a Brickhouse. A diferença é o foco regional, explica Izay.

(Gustavo Brigatto | Valor Econômico)

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