SÃO PAULO - A crise financeira internacional acelerou o programa de enxugamento na Xerox, que anunciou hoje sua intenção de demitir 5% de seus funcionários nos próximos seis meses, o que corresponde a 3 mil pessoas. As demissões devem afetar todos os setores da companhia, exceto o de vendas.

Os cortes de despesa e pessoal são uma tentativa da companhia para recompor sua margem de lucro e enfrentar desaceleração das vendas diante da crise.

Segundo os resultados publicados hoje, o lucro líquido da empresa totalizou US$ 258 milhões no terceiro trimestre, crescendo 2% sobre o mesmo período do ano passado. Em nota, a Xerox explicou que esse valor foi aumentado em US$ 41 milhões, beneficiado por um efeito tributário. No resultado diluído por ação, houve ganho de US$ 0,29 neste período contra US$ 0,27 do ano passado.

O faturamento no terceiro trimestre também cresceu 2%, para US$ 4,37 bilhões. O segmento de venda de equipamentos diminuiu em 3% seu faturamento na comparação com o mesmo período de 2007, totalizando US$ 1,13 bilhão. Já a área de pós-venda, que tem ajudado significativamente a Xerox nos últimos trimestres, conquistou o crescimento de mais 3% na receita na comparação anual entre os terceiros trimestres, faturando US$ 3,35 bilhões.

A margem de lucro total ficou em 39,2% do faturamento, recuando cerca de um ponto percentual sobre a mesma base de comparação em 2007.

Nos últimos três anos, como parte de seu pacote de corte de custos, a Xerox já havia demitido 8,8 mil pessoas antes do anúncio de hoje, sendo 1,5 mil neste ano. As despesas com a reestruturação devem reduzir o lucro líquido em US$ 0,31 por ação. Excluindo esses gastos, a Xerox espera um lucro que variará entre US$ 0,34 e US$ 0,36 por ação no quatro trimestre.

(Adilson Fuzo | Valor Online)

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