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WTI fecha a US$ 33,87, o preço mais baixo desde fevereiro de 2004

Nova York, 19 dez (EFE).- Os contratos de petróleo do Texas para entrega em janeiro caíram hoje 6,5% e terminaram a semana a US$ 33,87 o barril, o preço mais baixo desde fevereiro de 2004, enquanto persiste a inquietação por causa de uma maior queda da demanda.

EFE |

No final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o valor desses contratos se caiu US$ 2,35 em relação ao preço do dia anterior e estendiam assim sua baixa pela sexta sessão consecutiva.

Os contratos para janeiro, que expiraram hoje, acumulam queda de US$ 12,41, quase 27%, durante esta semana, e na quinta-feira fecharam a menos de US$ 40 pela primeira vez em quatro anos e meio.

Os contratos de petróleo WTI com sua entrega prevista em fevereiro, que serão tomados como referência a partir da próxima segunda-feira, subiram no entanto US$ 0,69 e terminaram a jornada a US$ 42,36 o barril (159 litros).

Os contratos de gasolina para janeiro foram mantidos em um preço similar ao da quinta-feira e fecharam a semana a US$ 0,9693 por galão (3,78 litros), enquanto os de gasóleo de calefação subiram US$ 0,02, para US$ 1,392 o galão.

O gás natural para entrega em janeiro caiu US$ 0,21 e fechou a US$ 5,33 por mil pés cúbicos.

A perspectiva que a demanda de petróleo e de seus derivados continuará caindo no mundo todo devido ao arrefecimento econômico continua pressionando em baixa os preços do petróleo.

Esta possível baixa pesa mais por enquanto que os drásticos cortes de produção aprovados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que nos últimos quatro meses atingiram 4,2 milhões de barris diários.

Com esses cortes a organização petrolífera tenta equilibrar o nível de oferta e de demanda, e de frear o progressivo declive dos preços do petróleo, que em Nova York e Londres superaram os US$ 147 em meados de julho passado.

A Opep anunciou na quarta-feira passada uma baixa de 2,2 milhões de barris em suas cotas vigentes a partir de janeiro próximo.

Embora seja o maior recorte na história dessa entidade, não conseguiu frear a queda dos preços e do barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) se depreciou esse dia 8%.

O anunciou do corte de produção coincidiu com a difusão de novos dados do Departamento de Energia que refletiram um aumento nas reservas de petróleo, gasolina e destilados, e também evidenciou que a demanda nos Estados Unidos se mantém muito abaixo dos níveis que tinha há um ano.

As reservas de petróleo aumentaram no meio milhão de barris, as de gasolina em 1,3 milhão, e as de destilados, incluindo o gasóleo de calefação, subiram 2,9 milhões.

As provisões de combustíveis e produtos derivados do petróleo ao mercado americano, algo que se toma como uma referência do nível de demanda, foi de uma média de 19,6 milhões de barris diários nas últimas quatro semanas, 4,9% menos que em igual período de 2007.

Também se conheceu esta semana a decisão das autoridades chinesas de diminuir os preços da gasolina e do diesel nesse país, o que sugere um menor nível de demanda.

Nos últimos anos, o espetacular crescimento da economia nesse país asiático, o segundo maior consumidor de petróleo no mundo depois dos Estados Unidos, elevou com força a demanda de combustíveis e pressionou em alta os preços do petróleo nos mercados internacionais. EFE vm/ma

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