Nova York, 6 mar (EFE).- O banco Wells Fargo, um dos maiores dos Estados Unidos, anunciou hoje um corte de 85% em seu dividendo, que passa de US$ 0,34 para US$ 0,05 por ação, com o objetivo de reter cerca de US$ 5 bilhões anuais.

"Voltaremos a um nível de dividendo mais normal tão em breve quanto seja prático", assegurou o presidente e executivo-chefe da entidade, John Stumpf, em comunicado de imprensa.

O executivo acrescentou que a integração de operações com o banco Wachovia, que adquiriu no ano passado em plena crise financeira, se desenvolve segundo o previsto, e se mostrou otimista quanto aos potenciais benefícios que essa operação gerará para os acionistas.

O diretor-executivo financeiro, Howard Atkins, disse que a reserva anual de fundos que facilitará o corte de dividendo "cria um colchão mais amplo de capital no curto prazo, que protege no caso de o ciclo de crédito for mais adverso".

Explicou que os sólidos resultados operacionais nos dois primeiros meses do atual exercício foram impulsionados por um crescimento contínuo na concessão de empréstimos, em depósitos e em volume de hipotecas.

Atkins disse que nos dois últimos meses a entidade concedeu empréstimos hipotecários no valor de US$ 59 bilhões, o que excede o contabilizado no quarto trimestre de 2008.

Atkins disse que o banco está a caminho de conseguir uma economia anual de US$ 5 bilhões que previa após a compra do Wachovia e que calcula que o custo da integração será inferior ao previsto inicialmente.

Além da economia prevista como resultado dessa integração, o Wells Fargo contempla uma redução adicional de US$ 2 bilhões em suas despesas durante este ano. EFE vm/ma

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