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A companhia aérea Webjet, controlada pela operadora de turismo CVC, pretende encerrar 2009 com uma participação de 5% no fluxo de passageiros transportados no País. Isso representaria o dobro da sua fatia no ano passado, de 2,46%.

A informação é do novo presidente da empresa, Wagner Ferreira, que por quase 10 anos foi vice-presidente comercial da TAM. Segundo ele, que substitui Paulo Enrique Coco, sua missão na Webjet é trazer rentabilidade à operação, o que ele acredita ser possível até o final deste ano.

"Se não fecharmos no azul em 2009, vamos pelo menos empatar (despesas e receitas). Vai depender de duas coisas: volatilidade do preço do petróleo e do câmbio", diz Ferreira, que admite ter tido uma "recaída" ao aceitar o convite do fundador da CVC, Guilherme Paulus, para presidir a Webjet. Quando saiu da TAM, Ferreira chegou a afirmar que se dedicaria apenas aos negócios da família. "Mas sou viciado em querosene de aviação", brinca.

A crise desacelerou os planos de expansão de frota da Webjet em 2009, admite Ferreira. A empresa pretendia trazer até cinco aviões da Boeing, modelo 737-300, em meados de março. Mas essa definição ficou para junho.

A Webjet também poderá reduzir o número de cidades atendidas durante a alta temporada (15 atualmente), mas planeja reforçar as rotas mais rentáveis com o aumento de frequência de voos diários, dos atuais 53 para até 67. A companhia também adiou o plano de fazer um voo regular de São Paulo para Buenos Aires. Poderá, no entanto, operar essa rota por meio de voos fretados ainda em 2009.

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