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Washington Post troca comando

Sinalizando uma mudança de geração num dos jornais mais influentes do país, a nova publisher do Washington Post escolheu na segunda-feira uma pessoa de fora do jornal para ser seu editor-chefe. Marcus W.

Agência Estado |

Brauchli, um ex-editor-chefe do Wall Street Journal se tornará o editor-executivo do Washington Post em 8 de setembro, num momento de grande turbulência no setor. Aos 47 anos, ele é suficientemente jovem para permanecer no posto por muitos anos, trabalhando ao lado da publisher, Katharine Weymouth, que tem 42 anos e está no cargo há cinco meses.

Ele sucederá a Leonard Downie Jr., de 66 anos, chefe da redação do jornal por 17 anos, tendo obtido reconhecimento público, incluindo seis prêmios Pulitzer neste ano, o maior número de sua história.

Mas Brauchli e Weymouth assumem o comando num momento em que o Washington Post, assim como outros jornais, está sendo abalado por cortes de orçamento, diminuição de redações, queda da publicidade e redução da circulação.

"Não se trata tanto de ela desejar como de ter necessidade de chacoalhar as coisas", disse Benjamin C. Bradley, o ex-editor executivo do jornal que é vice-presidente da The Washington Post Co. "Ela sente a urgência de mudar e adaptar, e ainda bem." O jornal está tentando fundir suas operações noticiosas impressas e online - coisa que o Wall Street Journal já fez - e essa tarefa ocupa a mais alta prioridade na agenda de Wymouth, a primeira publisher do Washington Post com controle direto sobre o site do jornal. As duas operações se mantiveram separadas num grau que é raro no setor - o site tem até uma redação separada, na Virgínia -, o que tem provocado duplicações e conflitos.

Numa declaração, Weymouth disse que a experiência de Brauchli no WSJ "nos ajudará a navegar no novo mundo da mídia". Sua decisão de desconsiderar candidatos do jornal e contratar Bauchli se coaduna com um mandato que já deixou claro que ela pretende sacudir o venerável mas financeiramente abalado jornal.

Ela faz parte da quarta geração de sua família a comandar o jornal que seu avô, Eugene I. Meyer, adquiriu em 1933, e é considerada a provável sucessora de seu tio, Donald E. Graham, de 63 anos, como presidente-executivo da The Post Co, à qual também pertencem a revista Newsweek e a operação educacional Kaplan.

Mas sua escolha de Brauchli é ousada num jornal mais conhecido por sua cobertura política, e bem enfronhado nos círculos de poder em Washington. Alguns editores e repórteres do jornal dizem que mudar a liderança no meio de uma campanha presidencial é uma medida pouco ortodoxa e potencialmente desagregadora.

Brauchli tem pouca experiência em Washington, mas no Wall Street Journal ele ajudou a supervisionar coberturas de campanhas presidenciais e foi correspondente no exterior. Antigos colegas dizem que ele não terá problema para se adaptar ao novo território.

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