SÃO PAULO - A euforia do mercado de ações americano com as ações conjugadas de diversos países para combater a crise financeira não durou muito. Os principais indicadores acionários de Wall Street voltaram ao negativo no fim do pregão de hoje, conforme os investidores voltaram os olhos para resultados corporativos.

O Dow Jones Industrial fechou em queda de 0,8%, aos 9.310,99 pontos. O S & P 500 somou 998 pontos, com baixa de 0,5%. O Nasdaq Composite teve o pior desempenho, ao cair 3,5%, para 1.779 pontos.

Não é que o ânimo com as iniciativas anti-crise tenha desaparecido. As ações recentes - injeção de recursos no mercado pelos bancos centrais europeus, uso de US$ 250 bilhões pelo governo dos EUA para comprar ações de bancos, nacionalização de bancos problemáticos na Europa e garantias a depósitos bancários - continuam impulsionando a valorização de ações de empresas do setor financeiro. Hoje, Citigroup ganhou 18,2% e Bank of America avançou 16,4%, por exemplo.

Entretanto, hoje voltou ao mercado a preocupação quanto aos efeitos da crise na economia real e nos resultados das empresas. Os investidores se basearam nesses temores para voltar a vender ações - e assim, também, embolsar os lucros gerados com a fortíssima alta de mais de 11% vista ontem em Wall Street.

As ações mais afetadas foram as de bens não-essenciais e de tecnologia, uma vez que a desaceleração econômica deve diminuir a demanda por esses itens. Analistas emitiram relatórios com projeções menores para os resultados de Microsoft e Intel, fazendo as ações dessas companhias fechar em queda de 5,5% e 6,2%, respectivamente.

A fabricante de bebidas PepsiCo anunciou alta de 12% no lucro trimestral, para US$ 1,58 bilhão, mas planeja 3,3 mil demissões e diminuiu a previsão de lucro para 2008. Suas ações recuaram 12%.

(Valor Online, com agências internacionais)

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