A Bolsa de Nova York fechou em forte baixa nesta terça-feira, afetada pelos valores tecnológicos, depois de uma série de declarações de diretores de empresas muito prudentes sobre suas perspectivas: o Dow Jones cedeu 2,50% e o Nasdaq caiu 4,14%.

Segundo cifras definitivas de fechamento, o Dow Jones Industrial Average (DJIA) perdeu 231,77 pontos, a 9.033,66 unidades e o Nasdaq, de alto componente tecnológico, caiu 73,35 pontos, a 1.696,68 unidades.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 baixou 3,08% (-30,35 pontos), ficando em 955,05 unidades.

Europa

Na Europa, a maior parte das bolsas fechou em queda, após abertura em alta. O índice S&P/MIB, da Bolsa de Milão, fechou nesta terça-feira em queda de 1,39%. O índice geral Mibtel teve baixa de 0,94%.

O principal índice da bolsa de Frankfurt, o Dax, registrou queda de novo nesta terça-feira, e cedeu 1,05%

O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou nesta em queda de 1,5%. Já o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, caiu 1,24%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, foi exceção e fechou nesta terça-feira em alta de 0,78%.

Ásia

Mercados de ações asiáticos registraram valorização nesta terça-feira, impulsionados por sinais de que os esforços de governos para diminuir taxas de empréstimos de curto prazo estão surtindo efeito.

Comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que deram apoio a mais investimentos estatais para apoiar a economia, também influenciaram os negócios na Ásia.

Os preços do petróleo tiveram alta com expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortará a produção para elevar os preços, que caíram quase 50% nos últimos três meses, em uma reunião na sexta-feira.

"O movimento do mercado confirma que o pior foi evitado com os planos de resgate por parte dos governos anunciados na última semana", disse Dariusz Kowalczyk, estrategista chefe de investimentos do CFC Seymour, em Hong Kong.

O índice Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, teve valorização de 3,3%, recuperando-se em 25% em relação ao forte declínio do último mês.

A bolsa de SEUL fechou o dia com queda de 0,95%, depois que ceticismo em relação ao plano de resgate do governo arruinou um rali. O mercado doméstico tinha recebido um breve impulso de confiança após o governo ter anunciado um plano de US$ 130 bilhões no domingo para estabilizar o setor financeiro sul-coreano.

O governo coreano informou nesta terça-feira que está planejando garantir US$ 100 bilhões em dívidas em moeda estrangeira de 18 bancos, alguns dos quais apresentarão resultados nas próximas semanas.

O índice Hang Seng, de HONG KONG, registrou queda de 1,84%. As ações do CITIC Pacific, a divisão de Hong Kong de uma das maiores empresas financeiras estatais da China, despencaram 46% depois que a instituição informou perdas relacionadas a câmbio de quase US$ 2 bilhões.

A bolsa de SYDNEY registrou valorização de 3,9%. Um órgão de regulamentação do país ampliou a proibição de vendas a descoberto para ações além do setor financeiro por mais um mês e informou que continuará a proibição de vendas a descoberto de ações de instituições financeiras até 27 de janeiro, para proteger mercados fragilizados.

Operadores se surpreenderam com a ampliação do prazo da proibição, dizendo que a ação tira volume do mercado, torna as ações mais vulneráveis a mudanças bruscas e impede investidores estrangeiros de investir na Austrália.

A bolsa de XANGAI perdeu 0,78%, enquanto as ações em TAIWAN subiram 0,22%. CINGAPURA teve queda de 0,95%.

(Com infrmações da Reuters, Efe e AFP)

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