Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Wall Street tem forte queda; Citigroup despenca 23,4%

SÃO PAULO - O humor do mercado nova-iorquino azedou de vez no final do pregão. Os principais indicadores de Wall Street fecharam o dia em forte queda, com pontuações abaixo de barreiras psicológicas importantes e nos piores níveis desde 2003.

Valor Online |

As ações do Citigroup, que tiveram a maior baixa percentual de sua história, também influenciaram a sessão.

O índice Dow Jones caiu 5,1%, para 7.997,28 pontos, abaixo dos 8 mil. O Standard & Poor´s 500 encerrou aos 806,58 pontos, com queda de 6,1%. O eletrônico Nasdaq terminou em baixa de 6,5%, aos 1.386,42 pontos, perdendo o patamar dos 1.400.

Os investidores estão preocupados com a situação das empresas, abaladas pela crise econômica. O setor financeiro continua na linha de frente dos prejuízos e, hoje, esse segmento foi muito afetado pelos papéis do Citigroup, que despencaram 23,4%, a US$ 6,40. O banco evelou que está liquidando o fundo de hedge Corporate Special Opportunities (CSO) após ele perder 53% de seu valor no mês passado. Também vai incorporar ao seu balanço um total de US$ 17,4 bilhões em ativos restantes que ainda estavam em Structured Investment Vehicles (SIVs). No embalo, as ações de outros bancos caíram fortemente, como Bank of America (-14%), Goldman Sachs (-11%) e JPMorgan Chase (11%).

As montadoras de veículos também estão em má situação. A indústria automobilística está pressionando os congressistas dos EUA por um empréstimo de US$ 25 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado para o setor financeiro. Ontem, representantes das três maiores montadoras dos Estados Unidos pediram ajuda governamental para evitar um possível colapso. Hoje, as ações da Ford despencaram 25% e as da GM caíram 9,7%.

Hoje, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, divulgou suas previsões para a economia do país. A projeção de crescimento do PIB para este ano ficou entre 0% e 0,3%, ante uma faixa de 1% e 1,6% anunciada em junho. Em relação ao PIB de 2009, a previsão agora está entre queda de 0,2% e alta de 1,1%. Em junho, a expectativa apontava para um intervalo entre 2% e 2,8%.

A admissão, por parte do Fed, de que a economia dos EUA pode encolher em 2009 teve um impacto negativo sobre os negócios em geral, mas atingiu especialmente as ações do ramo de tecnologia - uma vez que as empresas e consumidores tendem a cortar gastos nessa área em tempos de crise. Microsoft terminou a jornada com queda de 6,8% e Intel recuou 4,7%, por exemplo.

(Valor Online, com agências internacionais)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG