NOVA YORK - A Bolsa de Nova York suspendeu nesta segunda-feira a cotação da financeira americana CIT Group, já que o conselho de administração da empresa apresentou solicitação de falência em um tribunal nova-iorquino.



Sede do CIT em Nova York / AP


"Segundo o plano de reorganização da empresa, todos os títulos (em cotação) devem ser cancelados", justificou o New York Stock Exchange, em comunicado.

A CIT, especializada em créditos a estudantes e pequenas empresas, declarou falência no domingo depois da decisão do conselho de administração.

A financeira prevê um plano para ressurgir como uma nova empresa no final de ano e para isso conta com o apoio de seus credores.

"A decisão de proceder com o plano de reorganização permitirá ao CIT proporcionar fundos para as pequenas empresas e os consumidores, dois setores de importância vital para a economia dos Estados Unidos", indicou o presidente e diretor-executivo da empresa, Jeffrey Peek, em uma declaração por escrito.

A empresa, que conta com US$ 71 bilhões em ativos, é a quinta empresa a declarar falência na história dos Estados Unidos, depois de Lehman Brothers, Washington Mutual, WorldCom e General Motors.

Para salvá-la da crise por sua excessiva exposição a empréstimos hipotecários e para estudantes com um alto perfil de risco, o governo dos EUA investiu US$ 2,3 bilhões.

Esta declaração de falência é a primeira perda do programa de resgate iniciado pelo governo dos EUA desde o início da crise financeira. Foram destinados US$ 400 bilhões a empresas em dificuldades, entre bancos, seguradoras e fabricantes de automóveis.

Na sexta-feira, a empresa conseguiu um acordo com o financeiro Carl Icahn, que se comprometeu a apoiar o plano para sair da situação com US$ 1 bilhão em financiamento.

A CIT detalhou que submeter-se ao capítulo 11 da lei de falências americana atinge unicamente à companhia, enquanto suas subsidiárias, incluindo o Carl Icahn, seguem operando com normalidade.

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