Os comentários feitos hoje pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, no Congresso norte-americano causaram certa movimentação dos ativos nos mercados norte-americanos, especialmente o mercado de dólar, onde serviram como argumento para devolução dos ganhos do começo do dia. O mercado de moedas atribui as perdas ao comportamento das Bolsas norte-americanas, onde os índices alternam ganhos e perdas desde a abertura da sessão regular.

Preocupações com as agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, que voltam a despencar, e com as varejistas pesam nas Bolsas. Na ponta de compra do mercado acionário, está o entusiasmo com a aquisição por cerca de US$ 15 bilhões da Rohm & Haas pela Dow Chemical. Já os títulos do Tesouro americano (Treasuries) respondem em alta do valor de face (queda das taxas) à ausência de direção definida das Bolsas e à queda do dólar.

Às 12h39 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,38% a 11,190 pontos e o S&P 500 avançava 0,37% a 1.249 pontos. O índice Nasdaq operava em alta de 0,69% a 2.250 pontos. As ações da Alcoa, da cesta Dow Jones, disparam mais de 8%. O alumínio atingiu recorde em Londres hoje, com o anúncio de 20 empresas chinesas de corte de até 10% em sua produção. Apple ganha mais de 1%. Hoje a companhia colocou no mercado as versões do iPhone terceira geração. O euro subia 0,38% para US$ 1,5791; o dólar avançava 0,075 para 106,95 ienes. O juro da T-Note de 10 anos caía para 3,80645% ao ano.

Bernanke disse que o processo a turbulência ainda está em andamento no mercado financeiro e repetiu as observações feitas na terça-feira sobre a eventual necessidade de o banco central norte-americano ter maior autoridade para supervisão dos mercados financeiros. Bernanke afirmou também que o Tesouro deveria ter um papel de liderança em processos de falência de instituições financeiras.

Já o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmou que as agências de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac estão "adequadamente capitalizadas" e que as instituições financeiras não devem esperar um resgate do Federal Reserve ou de qualquer outro braço do governo dos EUA. Com informações da agência Dow Jones.

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