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Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa recuperou-se da abertura negativa e, apoiada na combinação de alta do setor de metais com a melhora de Wall Street, fechou no azul após duas baixas seguidas.

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa recuperou-se da abertura negativa e, apoiada na combinação de alta do setor de metais com a melhora de Wall Street, fechou no azul após duas baixas seguidas.

O Ibovespa subiu 0,25 por cento, a 70.792 pontos. O giro financeiro da sessão somou 5,57 bilhões de reais.

De acordo com profissionais do mercado, no aguardo de importantes dados econômicos de Estados Unidos e China, na quarta-feira, os investidores preferiram evitar apostas mais agressivas, o que impediu os índices de se afastarem muito do zero.

"Enquanto os grandes números não vêm, o investidor se apoia em pretextos para tentar justificar suas posições", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Há ainda expectativa para o vencimento de índice futuro na quarta-feira e o exercício de opções sobre ações na próxima segunda-feira.

No final desta terça-feira, o que prevaleceu foi a influência de Wall Street, que reverteu para cima a reboque da leitura positiva de analistas sobre os resultados da balança comercial dos EUA em fevereiro, que apontou aumento do déficit comercial, indicando a volta do aumento do consumo no país.

Além disso, expectativas otimistas para o resultado da Intel no primeiro trimestre apagaram a frustração com a Alcoa, que abriu a temporada na véspera com resultados abaixo das expectativas. Após o pregão, a empresa de tecnologia correspondeu às expectativas, reportando lucro acima do esperado no período.

Na bolsa paulista, a virada para cima teve como eixo o setor de metais e siderurgia, na esteira de uma série de relatórios de corretoras e bancos com perspectivas animadoras para empresas destes segmentos.

Assim, o papel preferencial da Vale ganhou 0,4 por cento, a 50,95 reais. Prevendo uma nova alta de 20 a 30 por cento dos preços do minério de ferro no terceiro trimestre, o Deutsche Bank manteve a perspectiva positiva para a empresa.

Em outro relatório, o UBS elevou o preço-alvo do ADR da mineradora. O banco fez o mesmo para MMX, que foi a líder de ganhos do Ibovespa, subindo 4,7 por cento, para 13,90 reais.

O avanço do índice foi contido em parte devido ao desânimo do mercado com Petrobras, que caiu 0,6 por cento, a 34,19 reais, em meio à queda do petróleo e ainda refletindo comentários feitos na véspera pelo presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, de que o prazo para a capitalização prevista para acontecer este ano está se fechando.

Mas a que mais desagradou o investidor nesta sessão foi Pão de Açúcar, com um tombo de 5 por cento, a 59,01 reais, após admitir pela manhã que a Casas Bahia pediu a revisão do acordo de fusão firmado entre ambas em dezembro.

Vários analistas consideraram em relatórios que, ajustes eventualmente feitos no contrato terão efeitos potencialmente mais negativos para o Pão de Açúcar. A Ativa Corretora decidiu reduzir a recomendação dos papéis da varejista de compra para neutra, por causa do cenário de incerteza agora instalado.

(Edição de Paula Arend Laier)

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