Por Kristina Cooke NOVA YORK (Reuters) - Wall Street teve nesta segunda-feira o pior dia desde os ataques de 11 de setembro, contaminada por temores sobre a saúde do sistema financeiro norte-americano, após o Lehman Brothers pedir proteção contra falência e a seguradora AIG lutar para sobreviver.

O Standard & Poor's 500 despencou 4,71 por cento, a 1.192 pontos, registrando a pior queda diária desde que os mercados reabriram após os ataques de 11 de setembro de 2001. O índice também atingiu o menor patamar de fechamento desde outubro de 2005.

O índice Dow Jones mergulhou de 4,42 por cento, a 10.917 pontos, no pior desempenho diário desde setembro de 2001. O Nasdaq perdeu 3,60 por cento, para 2.179 pontos.

A sessão desta segunda-feira sucedeu um dos finais de semana mais agonizantes da história dos mercados, com o colapso do Lehman Brothers e o Merrill Lynch se vendo forçado a aceitar sua compra pelo Bank of America .

Em meio às preocupações com a procura do AIG por capital, o Wall Street Journal noticiou que o governo norte-americano pediu para que o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase buscassem linhas de crédito de 70 a 75 bilhões de dólares em empréstimos para a seguradora.

As ações de instituições financeiras lideraram uma forte e ampla queda nos principais índices, à medida que investidores se preocupavam com o impacto do último choque da crise de crédito na economia e nas perspectivas de resultados.

'A crise continua', afirmou Roberto Franceio, chefe de operações de ações da Apeei Capital.

'Parece que algumas pessoas subestimaram o impacto do AIG e seus desdobramentos.'

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