Por Rodrigo Campos

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram a pior sessão em três meses nesta terça-feira, refletindo temores de que a crise de dívida na Europa possa se espalhar a outros países da zona do euro, mesmo com um pacote de socorro à Grécia.

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Wall St amarga tombo por temor de crise grega se espalhar

Por Rodrigo Campos

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram a pior sessão em três meses nesta terça-feira, refletindo temores de que a crise de dívida na Europa possa se espalhar a outros países da zona do euro, mesmo com um pacote de socorro à Grécia.

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Por Rodrigo Campos

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram a pior sessão em três meses nesta terça-feira, refletindo temores de que a crise de dívida na Europa possa se espalhar a outros países da zona do euro, mesmo com um pacote de socorro à Grécia.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,02 por cento, para 10.926 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,98 por cento, para 2.424 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 2,38 por cento, a 1.173 pontos.

A queda gereralizada ocorreu em meio a uma onda de temor que abateu os mercados financeiros, uma vez que investidores temem que a crise na Europa possa deter a recuperação da economia global.

Ações de grandes companhias que exportam ao velho continente, entre elas empresas industriais e de tecnologia, caíram. Hewlett-Packard recuou 3,9 por cento, enquanto Caterpillar cedeu 4,6 por cento.

"Parece que temos alguma realização de lucro sobre empresas exportadoras, companhias com grande presença global na Europa", disse Fred Dickson, estrategista-chefe de mercados da D.A. Davidson & Co, em Lake Oswego, Oregon.

Papéis de companhias ligadas a matérias-primas também tombaram, acompanhando a queda do euro à mínima em um ano frente ao dólar. Tanto o índice de commodities Reuters-Jefferies quanto o índice S&P para matérias-primas registraram o pior dia desde o início de fevereiro, cedendo 2,3 por cento e 3,5 por cento, respectivamente.

O índice de volatilidade da CBOE, o preferido de Wall Street para medir a apreensão nos mercados, saltou 18,1 por cento, a 23,84 pontos, maior nível de fechamento em três meses.

Dados positivos sobre a economia norte-americana não conseguiram oferecer suporte ao mercado.

A Associação Nacional de Corretores informou que o índice de vendas pendentes de moradias subiu 5,3 por cento, para 102,9 em março, mês em que as encomendas de bens manufaturados cresceram 1,3 por cento em março, após um ganho revisado para cima de 1,3 por cento em fevereiro, segundo o Departamento de Comércio .

(Reportagem adicional de Caroline Valetkevitch)

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