O banco Wachovia devolverá quase US$ 9 bilhões a investidores que compraram bônus cujos juros foram fixados em leilão, e pagará cerca de US$ 50 milhões em multas, informaram nesta sexta-feira a Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC) e o promotor de Nova York, Andrew Cuomo.

Esses e outros compromissos são conseqüência de uma investigação realizada nos últimos meses por autoridades reguladoras dos Estados Unidos sobre as práticas usadas por duas filiais do Wachovia na promoção e comercialização desses complexos instrumentos financeiros conhecidos como ARS (auction-rate securities).

As divisões implicadas são Wachovia Securities LLC e Wachovia Capital Markets LLC, como a SEC detalhou em comunicado enviado à imprensa.

A entidade bancária chegou a um acordo com as autoridades reguladoras para fechar a investigação sobre as práticas fraudulentas feitas contra milhares de clientes, que não foram informados de maneira adequada sobre os riscos de investir nesse tipo de ativos.

A SEC assinalou de forma específica que o Wachovia ofereceu ARS a investidores como "alternativas de efetivo" e deu a entender que os liquidaria no mesmo dia ou no dia seguinte ao adquirido pelo cliente.

A autoridade reguladora afirmou que a entidade bancária não revelou de forma adequada que a liquidez desses bônus dependia de sua participação ativa no mercado para fixar em leilão as taxas de juros, caso não houvesse demanda suficiente.

"Quando o Wachovia deixou de dar apoio a esses leilões em fevereiro de 2008, ocorreram fracassos generalizados e deixou de cumprir com sua oferta de fornecer liquidez em um dia", apontou a SEC.

Entre outras medidas, o acordo realizado inclui a recompra desse tipo de bônus, no valor de aproximadamente US$ 5,7 bilhões, que foram adquiridos por investidores particulares, pequenas empresas e organizações beneficentes.

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