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Votorantim acredita que família Safra deixará a Aracruz

SÃO PAULO - Executivos do grupo Votorantim disseram hoje acreditar que a família Safra deverá mesmo optar por sua saída do corpo de acionistas da Aracruz. Ainda assim, tanto o diretor-geral da Votorantim Industrial, Raul Calfat, quanto o presidente da Votorantim Celulose e Papel (VCP), José Luciano Penido, garantiram não ter recebido qualquer posicionamento por parte dos Safra.

Valor Online |

Legalmente, a família Safra tem até 90 dias para decidir sobre o seu destino na Aracruz, prazo que a Votorantim acredita que não será utilizado.

"Ainda não há qualquer manifestação formal, mas assumimos essa (a venda) como a melhor hipótese. Acreditamos que irão vender", disse Calfat, ao iniciar uma apresentação a analistas e investidores sobre a aquisição, pela VCP, da fatia de 28% detida pelas famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga no controle acionário da Aracruz.

Caso ocorra, a compra dos outros 28% pertencentes à família Safra obrigará a VCP a realizar oferta pública para aquisição das ações da Aracruz em circulação no mercado. Nessa operação, os minoritários terão a opção de vender seus papéis por 80% do preço pago aos integrantes do bloco de controle. Também poderão trocar suas ações por papéis preferenciais da VCP, se assim desejarem.

No cenário desenhado pela VCP, ao final da operação a empresa resultante estará listada no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e terá Votorantim Industrial e BNDESPar em seu bloco de controle, com fatias de 29,1% e 26%, respectivamente, das ações ordinárias. Apesar de membro do bloco, o banco não participará da gestão da companhia, se limitando a exercer seu poder de veto em determinadas circunstâncias.

Um dos incentivadores para a migração da empresa ao Novo Mercado, o BNDES terá participação de 21,04% atrelada ao acordo de acionistas pelos próximos três anos. Depois, nos dois anos seguintes, a fatia deverá ser de pelo menos 10,9%. Já a partir de 2014, o banco de fomento terá "espaço aberto" para deixar a empresa, segundo explicou Penido.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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