SÃO PAULO - Os atrasos nos vôos da companhia Aerolíneas Argentinas diminuiram nesta segunda-feira, mas alguns passageiros ainda enfrentam problemas para embarcar para o Brasil no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires.

    Segundo a Aeropuertos Argentina 2000, empresa que administra os aeroportos na Argentina, um vôo partiu nesta manhã de Buenos Aires para São Paulo com 40 minutos de atraso. Outros dois vôos, um que devia decolar às 9h30 e outro às 11h, ainda não deixaram o solo ( consulte aqui seu vôo ).

    Crise aérea na Argentina

    AP
    Passageiros aguardam informações no balcão da empresa
    Passageiros aguardam
    informações no balcão da empresa
    Pelo quarto dia consecutivo, nesta segunda-feira, os passageiros argentinos e estrangeiros enfrentam atrasos nas saídas dos vôos da companhia aérea Aerolíneas Argentinas. As demoras, em muitos casos, são superiores as 12 horas e muitos passageiros reclamam da falta de informações no balcão da empresa.

    Grupos de passageiros brasileiros que viajavam para Bariloche, na Patagônia, passaram horas no aeroporto local de Buenos Aires - chamado de "Aeroparque" - sem notícias sobre o momento do embarque. Houve gritos e choro de passageiros no sábado. No domingo, vários vôos foram reprogramados ou cancelados, sob protestos de passageiros.

    O novo gerente geral da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, Julio Alak, indicado pelo governo, disse que o caos aéreo que já dura três dias nos aeroportos do país foi causado por erros nas reservas e falta de investimentos na empresa, assim como interferências de rádios clandestinas e o mau tempo. Alak disse que a situação atual tende a se normalizar "no decorrer da semana", mas, segundo ele, não se pode "esperar soluções mágicas numa empresa que estava à beira da falência".

    Reestatização

    A confusão com a Aerolíneas ocorre menos de uma semana depois que a presidente Cristina Kirchner e o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, anunciaram a reestatização da empresa.

    No início da semana passada, numa cerimônia na Casa Rosada (sede da presidência da República), Cristina pediu a compreensão dos trabalhadores e sindicatos da empresa e disse: "Os que pagaram pela passagem querem sair e chegar no horário".

    A cerimônia contou com a presença de pilotos e aeromoças da empresa, entre outros. Com freqüência, os vôos da Aerolíneas - principal empresa aérea da Argentina - sofrem atrasos de horas e os passageiros queixam-se da falta de informações.

    Os motivos podem ser greves de último momento, mau tempo ou falta de aviões.

    No fim de semana passado, cerca de cinco mil turistas brasileiros, que viajavam em 17 vôos charters de diferentes cidades do Brasil para Bariloche, na província de Rio Negro, tiveram que aterrisar em outra província, Neuquén, e viajar 460 quilômetros de ônibus até o destino original.

    O Serviço Metereológico Nacional (SMN) anunciou que os vôos deveriam ser suspensos devido à aproximação de cinzas do vulcão chileno Chaitén - que recentemente entrou em erupção.

    Mais tarde, o mesmo serviço retificou a informação, dizendo tratar-se de uma nuvem de fumaça e o aeroporto foi reaberto. Mas, àquela altura, os turistas brasileiros já estavam na estrada.

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