Buenos Aires, 28 jul (EFE).- Os vôos da Aerolíneas Argentinas e de sua subsidiária Austral, em processo de transferência do grupo espanhol Marsans para o Estado argentino, sofreram hoje atrasos ou cancelamentos pelo terceiro dia consecutivo.

Os problemas atingem pelo menos oito vôos locais programados para hoje, aos quais se juntam alguns que não foram realizados ontem, o que faz com que centenas de passageiros se aglomerassem no Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires.

Como veio acontecendo durante o fim de semana, aconteceram no terminal aéreo queixas dos passageiros, muitos dos quais denunciaram que os funcionários da Aerolíneas Argentinas e da Austral não deram explicações sobre os atrasos, que em algumas casos superam 24 horas.

Entre sábado e domingo aconteceram 61 atrasos de vôos e dez cancelados no Aeroparque, local do qual partem as viagens nacionais, enquanto no aeroporto internacional de Ezeiza, nas proximidades de Buenos Aires, os atrasos são significativamente menores.

O novo gerente da Aerolíneas Argentinas, Julio Alak, disse que as complicações se devem à alta venda de passagens realizada na gestão anterior da companhia e à falta de aviões operacionais.

Os inconvenientes coincidem com o início do período de férias escolares na capital argentina e na província de Buenos Aires, a mais povoada do país.

O ministro da Justiça, Aníbal Fernández, afirmou hoje que o serviço da Aerolíneas Argentinas é "essencial" para a atividade turística e comercial, por isto "não se pode prescindir dele".

Na semana passada a Marsans e o Governo argentino assinaram um acordo por meio do qual o grupo espanhol passará para o Estado argentino 94,41% das ações da Aerolíneas Argentinas e 97% da Austral.

A empresa tem dívidas da ordem de US$ 890 milhões e perde cerca de US$ 1 milhão por dia, além de ter a metade de sua frota estragada. EFE hd/fal

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