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Volvo inicia demissões nas montadoras

CURITIBA - A Volvo do Brasil demitiu na segunda-feira 430 empregados da fábrica que possui em Curitiba (PR), sendo 250 temporários e 180 efetivos. Uma das áreas mais atingidas foi a de produção de caminhões, que estava com dois turnos de trabalho desde agosto e voltará a ter apenas um turno.

Valor Online |

O segmento de cabines também perdeu um turno e, em vez de três, passará a trabalhar com duas equipes. Na divisão de blocos de motor serão mantidos três turnos de produção e na de ônibus, a menos afetada, as encomendas serão atendidas em um turno, como já acontecia.

Diversos anúncios de férias coletivas foram feitos nas últimas semanas pelas montadoras de veículos instaladas no país, mas a Volvo foi a primeira a demitir. Na sexta-feira a multinacional sueca já havia dispensado 102 empregados da unidade que possui em Pederneiras (SP), onde faz equipamentos de construção. A direção da empresa não falou sobre o assunto, apenas informou por meio da assessoria de imprensa que as razões das demissões são o desaquecimento do mercado interno de caminhões, somado à diminuição das vendas na Europa (para onde exporta cabines) e nos Estados Unidos (para onde envia blocos de motor). A unidade brasileira é fornecedora global de componentes, mas as exportações diminuíram.

Na semana passada, a diretoria da Volvo fez reuniões para tratar do ajuste da produção para os próximos meses. Além das demissões, ela decidiu ampliar o período de férias coletivas de 20 para 50 dias para os empregados que atuam na linha de produção de blocos de motor, de 20 para 30 dias para os que são da área de caminhões pesados e de 10 para 20 dias para os que são da divisão de semi-pesados. Os outros trabalhadores passarão 10 dias em casa no período de festas de fim de ano, como sempre acontece na montadora.

De acordo com a empresa, não estão previstas novas demissões, embora os cenários estejam mudando com rapidez. No início de novembro, a Volvo previa redução de 10% do mercado brasileiro de caminhões para 2009, mas atualmente fala em queda de cerca de 20% nas vendas. No caso de Pederneiras, as exportações respondiam por 70% do que saía da unidade e, como as encomendas foram reduzidas, a produção será 30% menor em 2009 e os embarques externos somarão 55% do total. A fábrica paulista contava com 700 empregados e passará a ter 598. Em Curitiba, a Volvo chegou a contar com pouco mais de 2,8 mil trabalhadores, mas vai encerrar o ano com 2.410, apenas 17 a mais que os 2.393 de dezembro de 2007.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, que também é funcionário da Volvo, ficou sabendo sobre as demissões ontem pela manhã. De acordo com ele, não há muito a ser feito, já que outras montadoras de veículos também já tiveram de adotar férias coletivas no Estado, como Volkswagen e Renault. Ele ainda teme pelo que vai acontecer no futuro. " A manutenção de pessoal vai depender do que acontecer no primeiro trimestre de 2009 " , disse.

O presidente do Sindimetal, sindicato patronal, Roberto Karam, comentou que a decisão da Volvo foi o primeiro sintoma do que vem pela frente. " Gostaria de estar errado " , afirmou ele, que estima que cerca de cinco mil pessoas da indústria metal-mecânica na região de Curitiba podem perder os empregos nos próximos meses. " O que vai acontecer na volta das férias?. "

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