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Volvo faz recall de um carro só

A Volvo, empresa do grupo Ford que vende automóveis de alto luxo, procura no Brasil um único consumidor, dono de um C30 2.4i avaliado em R$ 118,5 mil para um recall exclusivo.

Agência Estado |

A empresa publicou ontem anúncios informando da necessidade do carro com chassi YV1MK385992120573 ser levado a uma loja para a substituição da mangueira da caixa de direção.

É o primeiro caso no País de um recall envolvendo apenas um veículo. A convocação inicial partiu da matriz européia, em julho, envolvendo 2.817 unidades do C30. Como 25 carros já estavam a caminho do Brasil, exportados da Bélgica, a empresa recomendou que o conserto fosse feito antes da venda, o que ocorreu com 24 deles. Um acabou sendo entregue a um cliente de Salvador (BA), que agora está sendo convocado na mídia nacional.

A Volvo, considerada uma das marcas internacionais que mais se preocupa com a segurança, alerta que há riscos de acidente por perda de direção do veículo. O defeito pode causar ruptura da mangueira, resultando na perda do fluido do sistema e no comprometimento da bomba da caixa de direção.

A convocação, cumprindo exigências do Código de Defesa do Consumidor, foi publicada em pelo menos um jornal de grande porte de cada capital, além de anúncios em rádios e TVs. Segundo fontes do mercado publicitário, o custo de uma campanha desse tipo pode passar de R$ 1 milhão.

Neste ano, mais de 830 mil veículos vendidos no País foram convocados para corrigir defeito de fabricação, o triplo do registrado em todo o ano de 2007. Segundo analistas, o aumento do ritmo de produção nas fábricas elevou o índice de defeitos.

Desde meados dos anos 90, quando a indústria automobilística introduziu no País os recalls, mais de 6,2 milhões de carros passaram por convocações, o equivalente a 25% de todas as vendas. O maior recall envolveu mais de 1 milhão de modelos Corsa, da GM, há oito anos.

"A atitude da Volvo é positiva e tem de ser valorizada", diz Rodolfo Rizzotto, responsável pelo site www.estradas.com.br. Ele defende, porém, que os órgãos de trânsito impedissem o licenciamento de carros que não atendem ao recall.

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