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Volvo estuda demitir para ajustar produção no Brasil

CURITIBA - A Volvo do Brasil, que fabrica ônibus, caminhões, cabines e blocos de motor em Curitiba (PR), vai anunciar hoje aos empregados medidas para ajustar a produção, que está acima da demanda prevista para os próximos meses. Nos últimos dias a diretoria da montadora fez reuniões para tratar do assunto e analisou diversas possibilidades, como concessão de férias coletivas, uso do banco de horas e também demissões.

Valor Online |

A unidade é fornecedora global de componentes, mas as exportações perderam o ritmo.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, adiantou que a montadora não planeja renovar os contratos temporários com vencimento em novembro e dezembro, o que deve resultar na dispensa de 260 pessoas. Souza contou também que já estão certas férias coletivas que variam de dez a 30 dias, de acordo com a área, mas o sindicalista teme cortes nos trabalhadores efetivos. Souza deixa claro que essa idéia terá forte oposição do sindicato. " Temos de discutir isso, porque foi um ano de produção recorde " , diz.

A fábrica trabalha com um turno para a unidade de ônibus e, desde agosto, adotou dois turnos para atender as encomendas de caminhões. Para cabines, que seguem para várias partes do mundo, e blocos de motor, que tem os Estados Unidos como principal destino, ela opera em três turnos. Ao todo 2,8 mil pessoas trabalham na unidade.

No início de novembro, quando lançou um novo modelo de caminhão pesado, o presidente da subsidiária, Tommy Svensson, afirmou estar otimista mesmo com o cenário de crise, porque em outubro a montadora sueca bateu recorde com o faturamento de 1.037 unidades e ele adiantou que não esperava número muito diferente para novembro. " A meta para 2008 é vender mais de 10 mil caminhões, fora as exportações, que chegam a 25% da produção e são absorvidas por países da América Latina. " Na ocasião, Svensson prometeu anunciar novo plano de investimentos no começo de 2009, embora já trabalhasse com redução de até 10% do mercado.

Desde o início da crise, nenhuma montadora demitiu. No caso da Volvo, ela enfrenta o mesmo problema de outros dois fabricantes de carros - General Motors e PSA Peugeot Citroën. As três contrataram em regime temporário para poder abrir novos turnos. O nível de emprego na indústria automobilística em outubro foi 11% maior do que há um ano.

A retração nas vendas de caminhões demonstra que a crise não se limita à falta de crédito para comprar carros de passeio. A Iveco, uma empresa do grupo Fiat que produz caminhões, decidiu interromper a produção durante um mês inteiro, embora por meio da assessoria de imprensa a montadora sustente que trata-se de uma paralisação normal.

O número de licenciamentos de caminhões na primeira metade de novembro caiu 9,62% na comparação com igual período de outubro.

Na fábrica da General Motors em São Caetano do Sul (SP), depois de um período de férias coletivas de 10 dias, os funcionários voltaram para casa na quarta-feira passada. A empresa alega que precisou fazer uma parada " pontual " de três dias.

(Marli Lima e Marli Olmos | Valor Econômico)

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