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Volvo e Scania já sentem os efeitos da crise

As montadoras de peso pesado da Suécia, Volvo e Scania, que brandiam ainda no primeiro semestre uma saúde invejável, vêem seu futuro ensombrecer sob o efeito da desaceleração na Europa, fenômeno acentuado pela crise financeira internacional.

AFP |

Mais preocupante: as encomendas feitas aos dois grupos caíram fortemente; a Volvo já trabalha com um percentual negativo (-55%).

A Volvo, número dois mundial, anunciou nesta sexta-feira um lucro em queda de 36,5% no terceiro trimestre, 2 bilhões de coroas suecas (201,2 milhões de euros).

"Constatamos um desaquecimento real e brutal, francamente, o mais brutal que jamais vimos", comentou o diretor-geral do grupo, Leif Johansson, durante entrevista à imprensa.

Segundo ele, após um primeiro e segundo trimestres marcados por vendas e benefícios recordes, o crescimento das vendas se desacelerou "muito mais rapidamente que o previsto".

Por sua vez, a Scania, número 5 mundial, registrou um lucro de 1,818 bilhão de coroas (182 milhões de euros), em alta no ano de 3,6% com uma cifra de negócios de 20,43 bilhões de coroas (2,04 bilhões de euros), também em alta de 2,6%.

Mas como a compatriota, as encomendas caíram 41%. Na Europa Ocidental, seu mercado histórico, elas declinam, mesmo, 69%. Na Europa Central e do Leste, que registraram recentemente um grande potencial de crescimento, elas recuam 45%.

"Devido à incerteza (...), os clientes na Europa tornam-se muito prudentes", explicou o diretor do grupo, Leif Östling.

Nestas condições, os dois grupos se disseram incapacitados de fazer previsões para 2009.

Dt/pau/sd

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