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BRASÍLIA - O volume global de crédito do sistema financeiro atingiu em julho o recorde histórico de 37% do Produto Interno Bruto (PIB), ou quase R$ 1,086 trilhão. É a maior relação na proporção com o PIB da série iniciada pelo Banco Central (BC) em julho de 1994, superando o pico anterior, de janeiro de 1995, que era de 36,8% do PIB. O estoque de empréstimos aumentou 1,7% em relação a junho e 32,7% nos 12 meses findos em julho.

A parcela de empréstimos com recursos livres, que representa 71,7% do total, atingiu R$ 778,144 bilhões, crescimento de 1,9% no comparativo mensal e de 35,9% em 12 meses. A parcela de crédito com recursos direcionados, como financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), créditos habitacional e rural, alcançou R$ 307,6 bilhões em julho, com expansão mensal de 1,2% e de 25,4% em 12 meses.

A taxa de inadimplência em atrasos superiores a 90 dias avança 0,2 ponto na passagem de junho para julho, para 4,2% do total da carteira de crédito referencial, ou seja, o volume tomado pelo Banco Central (BC) para apurar as taxas de juros médias do sistema. Esse alta foi em conseqüência na média de atrasos de operações contratadas por pessoas físicas, que saiu de 7% para 7,3%. A taxa para pessoas jurídicas ficou estável em 1,7%.

De acordo com a autoridade monetária, o prazo médio das operações está em 373 dias corridos, sendo 467 dias para pessoas físicas e 299 dias para pessoas jurídicas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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