SÃO PAULO - O volume financeiro das operações realizadas no Tesouro Direto bateu recorde mensal em janeiro, ao atingir R$ 212,69 milhões. O valor é 68,47% maior do que o negociado em dezembro e 12% superior ao de janeiro de 2009.

Pouco mais da metade das operações de janeiro (51,45% do total) atingiu valor até R$ 5 mil. Apesar disso, a média financeira por operação foi bem superior, de R$ 18.931.

No sistema do Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, os investidores pessoa física podem comprar títulos públicos pela internet, por intermédio de um banco ou corretora, sem precisar aplicar em um fundo de investimentos para isso. Apenas no mês passado, 2.768 novos participantes se cadastraram, elevando o número total de investidores do programa a 177.426.

Em janeiro, a preferência maior recaiu sobre títulos prefixados (LTN e NTN-F), que representaram 62,25% do movimento - vale lembrar que já se sabe o rendimento desses títulos, uma vez que a rentabilidade já está definida no momento da compra. Papéis corrigidos pela inflação do IPCA ((NTN-B e NTN-B Principal) corresponderam a 28,48% do total e os títulos atrelados à taxa Selic (LFT) responderam por apenas 9,27% nas vendas.

Os papéis de prazo mais curto tiveram maior saída em janeiro. Títulos de 1 a 5 anos formaram 57,6% e os com menos de 12 meses, 12,1% do total de vendas. Os papéis com prazo superior a 5 anos corresponderam a 30,31%.

O estoque de títulos públicos em poder dos investidores do Tesouro Direto chegou a R$ 3,25 bilhões em janeiro. A maior fatia, de 48,34%, é formada por papéis indexados pela inflação. Os prefixados correspondem a 35,36% e os títulos corrigidos pela Selic, a 16,3% do total.

(Paula Cleto | Valor)

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