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Volume de fumo exportado caiu 2% e receita subiu 23% em 2008

Porto Alegre, 27 - Apesar de uma leve queda de 2% no volume exportado, as vendas de fumo ao exterior geraram receita 23% superior em 2008 ante 2007, para US$ 2,71 bilhões. Uma redução no volume embarcado, que fechou em 686 mil toneladas, era esperada, lembrou o presidente do Sindicato da Indústria do Fumo (SindiTabaco), Iro Schünke, já que em 2007 foram exportados alguns estoques remanescentes de 2006.

Agência Estado |

O destaque foi o faturamento. O Brasil obteve em 2008 o melhor preço de venda até agora, comparou o dirigente, ao divulgar hoje o balanço do setor.

O preço médio da tonelada embarcada ficou em US$ 395 no ano passado, ante US$ 314 por tonelada de 2007. Como o real estava valorizado ante o dólar no primeiro semestre de 2008, período em que os contratos são feitos, as indústrias conseguiram corrigir a tabela para compensar a defasagem cambial. Em alguns casos, os preços praticados pelo Brasil se aproximaram dos norte-americanos, que vendem o fumo mais caro, disse Schünke. O Brasil manteve sua posição de maior exportador mundial de fumo, lugar que ocupa desde 1993.

Os cigarros ainda são uma parcela pequena das exportações, com cerca de US$ 20 milhões em 2008. As indústrias exportam tabaco para plantas produtoras de cigarro no exterior. Para modificar esta distribuição e vender mais produto acabado em lugar de fumo, o País precisaria atrair o parque industrial que está instalado nos países compradores, segundo avaliação do dirigente. O Brasil exporta cerca de 85% da produção de fumo. A União Europeia é o maior mercado, com 40% das vendas em 2008, à frente do Extremo Oriente (21%), América do Norte (13%), Leste Europeu (12%), África e Oriente Médio (9%) e América Latina (5%).

Quebra na Safra

Prejudicada por excesso de chuvas em outubro e novembro, especialmente no alto Vale do Itajaí (SC) e centro do Rio Grande do Sul, a safra 2008/09 deve ter quebra em relação à estimativa inicial, de 760 mil toneladas, mas ainda assim é esperada uma produção semelhante à do ciclo anterior, em torno de 715 mil toneladas. Em fevereiro, os compradores começam a visitar o Brasil para negociar a safra com as indústrias, que preveem a pressão inversa do câmbio sobre os preços, agora que o dólar está valorizado.

Falta colher cerca de um terço da área cultivada (376 mil hectares). A negociação de preços do produtor para a indústria começou em dezembro e terá nova rodada amanhã e quinta-feira. Os agricultores pediram reajuste de 27,9% na tabela. O presidente do SindiTabaco - que não participa da negociação, feita individualmente pelas indústrias - considerou que habitualmente o aumento de custo de produção é a referência para aumentar os preços, o que resultaria em 10% de correção.

A venda de fumo está em fase inicial. Cerca de 7% da safra já foram comercializados, um volume normal para esta época. A comercialização se concentra de março a junho. O SindiTabaco não fez estimativa para a receita com exportações em 2009, mas como a safra deve ser equivalente à anterior o volume embarcado pode ser semelhante. "O preço em dólar é uma incógnita", comentou Schünke. O fumo é cultivado em 730 municípios da Região Sul. Na indústria, a tendência é de estabilidade dos empregos, disse o dirigente, ao contrário de outros segmentos do agronegócio. As indústrias de fumo empregam cerca de 30 mil funcionários.

O setor, contudo, tem tido dificuldades de crédito para comprar a safra, alertou Schünke. As empresas normalmente usam Adiantamentos de Contrato de Câmbio e outros instrumentos para financiar a aquisição do fumo, que estão escassos e caros, afirmou ele. Para adquirir a safra, as indústrias precisarão de aproximadamente R$ 4 bilhões.

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