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Volatilidade menor ajuda a conter dívida, diz Tesouro

BRASÍLIA - O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que é positivo o socorro do governo dos Estados Unidos às instituições financeiras mais atingidas pela crise de inadimplência do mercado imobiliário. Durante teleconferência realizada ontem com investidores, ele explicou que a medida ajudará na gestão da dívida pública brasileira porque tende a contribuir para a redução da volatilidade no mercado internacional. Não é uma previsão, mas fato. O Brasil está bem mais forte desde que a crise financeira internacional começou. Recebemos o grau de investimento e a situação fiscal do país melhorou , comentou.

Valor Online |

Para evitar o colapso do sistema financeiro americano, o governo dos EUA assumiu a gestão das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Há disponibilidade de injetar até US$ 100 bilhões em cada instituição.

Augustin explicou aos investidores que as mudanças recentemente anunciadas em três das oito metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública foram provocadas pela turbulência financeira internacional e pelas melhores condições fiscais. Ele ressaltou que o superávit primário do setor público consolidado passou de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,3%. Nesse novo cenário, disse que era necessário mais flexibilidade para a gestão da dívida. Nas novas metas do PAF 2008, o Tesouro reduziu a faixa admitida para o aumento do estoque, de R$ 1,48 trilhão a R$ 1,54 trilhão para R$ 1,36 trilhão a -R$ 1,42 trilhão.

Por outro lado, o PAF passou a tolerar participação maior de títulos pós-fixados ligados à Selic, cuja faixa passou de 25%-30% para 31%-34%. No caso dos prefixados, o governo também aceitará uma meta menos ousada, reduzindo a faixa de 35%-40% para 29%-32%.

O secretário adjunto, Paulo Valle, comentou que, apesar das mudanças no PAF, as diretrizes do Tesouro continuam as mesmas. O governo, segundo ele, trabalha para alongar a dívida e substituir, gradualmente, a parcela dos títulos ligados à Selic pelas dos papéis prefixados e vinculados a índice de preços. Além disso, o financiamento do passivo externo terá como base emissões qualitativas e será ampliada a base de investidores por meio da redução da burocracia e das maiores divulgações.

Valle procurou chamar a atenção dos investidores para a previsão de os prefixados e os títulos ligados a índice de preços representarem, em 2008, 57% da dívida pública federal. Ele disse que esse resultado é um grande avanço sobre 2002, quando representavam apenas 10% do total.

(Arnaldo Galvão | Valor Econômico)

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