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Vizinhos anunciam missão da OEA para mediar crise boliviana

Os nove presidentes sul-americanos que se reuniram ontem em Santiago, no Chile, para uma reunião de emergência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), aprovaram o envio de uma missão especial da Organização de Estados Americanos (OEA) à Bolívia para ajudar na busca de uma solução para a crise política naquele país. O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, viaja hoje para La Paz para dar início à missão, que consiste em abrir um canal de negociação entre governo e oposição.

Agência Estado |

O anúncio foi feito após seis horas de discussões a portas fechadas no Palácio la Moneda.

Os líderes de Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela apoiaram no documento final o presidente boliviano Evo Morales, a integridade territorial boliviana e pediram o fim das ocupações de prédios estatais pela oposição. Segundo o chanceler do peru, José Antonio García Belaunde, o acordo também estabelece a criação de uma comissão da Unasul para investigar os distúrbios em Pando, onde, segundo o governo, 15 pessoas teriam sido mortas.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, resumiu, ao final do encontro, o objetivo dos líderes. "Evo precisa ter o apoio da região, ele é o presidente legitimamente eleito", afirmou. "E essa legitimidade foi ratificada por 67% dos bolivianos", acrescentou Lula. Segundo ele, "a ocupação de usinas de gás não foi tratada na reunião".

Antes da reunião, os dois principais desafios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao desembarcar em Santiago eram, além de abrir um espaço para o diálogo sincero entre Evo e a oposição boliviana, conter a retórica intervencionista do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Lula tinha apoio do recém-empossado presidente paraguaio, Fernando Lugo, e do colombiano, Álvaro Uribe.

"Começa a ficar claro que a Unasul, em seu primeiro grande teste, corre o risco de nascer morta, caso se converta apenas em um palco para que Chávez tenha a oportunidade de propagandear seu discurso de confronto com os EUA", disse ao Estado um diplomata latino-americano baseado no Chile, sob a condição de não ter seu nome divulgado. "Ao lado do próprio Chávez, o Brasil foi um dos principais promotores da formação do organismo regional e não pode permitir que ele naufrague em uma série de bate-bocas vazios."
Fontes diplomáticas têm interpretado que o discurso radical do venezuelano incentiva a oscilação de Evo no que se refere à instalação de uma negociação que solucione a crise boliviana.

Para Lula, a reunião da Unasul deveria ser o ponto de partida para convencer Evo da necessidade da mediação internacional. O boliviano rejeitou, na semana passada, uma oferta de mediação, liderada pelo Brasil, do grupo de Países Amigos da Bolívia, formado por Argentina, Chile e Colômbia.

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