A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) recuou 9,2% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2009, de R$ 27,3 mensais para R$ 24,8. Segundo a Vivo, a retração do ARPU decorre da política de adequação de preços ao mercado.

A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) recuou 9,2% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2009, de R$ 27,3 mensais para R$ 24,8. Segundo a Vivo, a retração do ARPU decorre da política de adequação de preços ao mercado. Na comparação com o quarto trimestre, a queda é de 8,5%. A taxa de desconexão (churn) ficou em 2,5% no primeiro trimestre, número igual ao do quarto trimestre do ano passado e queda de 0,1 ponto porcentual em comparação ao mesmo intervalo de 2009. Ao final do primeiro trimestre de 2010, a Vivo tinha em sua base 53,949 milhões de acessos. No primeiro trimestre de 2010, as adições líquidas saltaram 216,8% na comparação com o mesmo período de 2009, para 2,205 milhões de assinantes. As adições de pós-pagos cresceram 19,5% e de pré-pagos, 17,9% na comparação entre primeiros trimestres, e de respectivamente 7,5% e 3,5% na comparação com o quarto trimestre de 2009. A fatia de mercado da companhia atingiu 30,12% no primeiro trimestre de 2010, o que representou uma alta de 0,42 ponto porcentual ante o 1ºtri09 e de 0,37 ponto sobre o 4ºtri09. A empresa destacou um crescimento de 149% no parque de acesso a planos de dados 3G, por meio de smartphones e placas, em comparação ao primeiro trimestre de 2009. Já a fatia de mercado da companhia nessa tecnologia, conforme o balanço, ficou em 41% em março. A rede 3G da empresa cobre 594 municípios, atingindo 61% da população. A provisão para devedores duvidosos diminuiu 45,4% no primeiro trimestre em comparação a igual período de 2009, levando a uma retração de 0,7 ponto porcentual na relação com a receita bruta, para 0,7%. Em comparação ao quarto trimestre, a queda foi de 5,5%. "A Vivo prossegue com as ações de cobrança e com padrões rígidos de concessão de crédito, que mantêm sob estrito controle essa rubrica", informou o balanço. A dívida líquida da companhia terminou março em R$ 3,937 bilhões, ante R$ 3,825 bilhões em dezembro do ano passado e R$ 5,613 bilhões de março de 2009. Conforme o balanço da companhia, "a queda na comparação anual deve-se ao menor custo de carregamento da dívida, aliado à boa geração de caixa". Do total do endividamento do final do primeiro trimestre, de R$ 4,803 bilhões, 16,3% está denominadas em moeda estrangeira. Desse montante, 25% é de curto prazo. Os investimentos (capex) do primeiro trimestre totalizaram R$ 328,7 milhões, o que representou uma queda de 37% sobre os aportes do mesmo período de 2009. Os gastos se concentraram em rede (R$ 214,6 milhões), produtos e serviços, canais, administrativo e outros (R$ 84,9 milhões) e tecnologia e sistemas de informação (R$ 29,2 milhões). Como porcentual da receita líquida, o capex representou 7,8% ante 12,9% do mesmo período do ano passado. A geração de caixa operacional - no demonstrativo de fluxo de caixa consolidado - encerrou o primeiro trimestre em R$ 392,8 milhões, ante posição de R$ 1,139 bilhão do quarto trimestre e R$ 739,4 milhões do mesmo período de 2009. De acordo com a companhia, em comparação ao final de 2009, a retração resultou dos "maiores pagamentos operacionais, impulsionados principalmente pelo desembolso à Anatel da Taxa de Fiscalização e Funcionamento (TFF)". Já em relação ao início de 2009, o valor da TFF foi maior em razão do aumento da base de clientes entre os períodos.

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