Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Vivo: prioridade é gerar caixa e buscar recursos para investimento

Para não colocar em risco seus planos de investimento para 2009, a Vivo vai dar total prioridade para sua geração de caixa, afirmou o presidente da operadora móvel, Roberto Lima. Por este motivo, além de ser mais seletiva na escolha dos projetos e dos clientes, a empresa se diz atenta à evolução do mercado financeiro para captar recursos aos menores custos possíveis, destacou o executivo.

Agência Estado |

"Manter a empresa em um nível de eficiência elevado para gerar o maior caixa possível é prioridade número um. A segunda prioridade é garantir recursos no mercado para que não tenhamos de reduzir projetos de investimento. A última coisa que a gente quer fazer é cortar investimento", destacou Lima, em entrevista à Agência Estado.

Além de buscar capital de terceiros, a Vivo quer a ajuda do governo para ter mais capital de giro. Para tanto, em visita capitaneada pela Associação Brasileira das Operadoras de Celular (Acel), encontrou-se na semana passada com representantes do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para "sensibilizar" as esferas públicas de que o setor de telecomunicações "tem necessidade de capital extremamente elevada" e precisa cumprir metas de universalização. Segundo Lima, a Pasta se comprometeu a estudar o assunto, embora entenda que se trata de uma decisão política. "O governo tem de fazer a sua parte assim como vem fazendo para outros setores, que vêm recebendo financiamento de bancos públicos."

Dentre os pleitos do setor para aumentar seu capital de giro, segundo Lima, está a modificação do prazo para pagar integralmente as licenças de telefonia móvel de terceira geração (3G), que vence agora em 10 de dezembro, e adiar o pagamento do Fistel (Fundo de Fiscalização de Telecomunicações). "Enquanto você não tem que pagar o Fistel, tem dinheiro para girar", explicou. As operadoras têm a opção de parcelar na Anatel a compra das licenças 3G - que totalizou R$ 5,3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão da Vivo. Mas as empresas julgam as condições de parcelamento pouco vantajosas. "Não há captação mais cara do que esta", afirmou Lima.

Com relação ao endividamento, o diretor de Relações com Investidores da Vivo, Carlos Raimar Schoeninger, disse que a empresa poderia elevar seu grau de endividamento para 2,5 vezes o valor de sua dívida bruta - que era de R$ 5,953 bilhões ao fim de setembro - sem alterar seu risco de crédito. Hoje, segundo ele, a relação é inferior a duas vezes.

Lima reconheceu que a liquidez no mercado de crédito está comprometida neste período de crise financeira global, o que acabou por elevar o custo do dinheiro. Porém, de acordo com executivo, esse é um problema contornável. "Já tivemos problemas piores na nossa vida, como mudar de plataforma CDMA para GSM com 30 milhões de assinantes na base e combater a onda de fraudes e clonagem na nossa rede", opinou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG