Uma política comercial mais agressiva, de forma a adequar os preços frente aos concorrentes, levou a Vivo a registrar no primeiro trimestre um salto de 216% nas adições líquidas ante igual período do ano passado, para 2,205 milhões de clientes, segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima. Em entrevista à Agência Estado, ele explicou que a medida foi aliada à administração dos custos, para elevar a receita sem afetar "de forma significativa" a margem Ebitda.

Uma política comercial mais agressiva, de forma a adequar os preços frente aos concorrentes, levou a Vivo a registrar no primeiro trimestre um salto de 216% nas adições líquidas ante igual período do ano passado, para 2,205 milhões de clientes, segundo o presidente da Vivo, Roberto Lima. Em entrevista à Agência Estado, ele explicou que a medida foi aliada à administração dos custos, para elevar a receita sem afetar "de forma significativa" a margem Ebitda. "Quando se tem uma atividade comercial forte, acaba-se onerando a conta das despesas. Com essa performance (das adições líquidas), era de se esperar uma queda maior da margem (Ebitda), que por sua vez ficou praticamente estável", afirmou. O balanço da companhia reportou uma evolução de 3,8% no Ebitda, para R$ 1,273 bilhão, enquanto a margem recuou 0,3 ponto porcentual, para 30,1%. O lucro líquido da operadora de telefonia móvel atingiu R$ 191,9 milhões, representando um aumento no período de 44,3%. Segundo a companhia, a receita operacional líquida, de R$ 4,233 bilhões, evoluiu 4,8% na comparação entre os primeiros trimestres, porcentual inferior à taxa de crescimento da base de clientes (+18,2%). "Com preços mais baixos, elevamos nossa base de clientes. Foi uma política de preços que deu certo", avaliou o executivo. O executivo ressaltou o avanço porcentual superior dos planos pós-pagos (+19,5%) em relação aos pré-pagos (+17,9%). "O diferencial foi nosso foco no acesso à internet, por meio dos smartphones e placas de dados, vendidos em um contrato de pós-pagos", afirmou. As despesas gerais e administrativas da Vivo caíram 4,6% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo intervalo de 2009 e 3,8% em relação ao último trimestre do ano passado. Isso aconteceu pela redução dos gastos, por exemplo com serviços de terceiros. "Fizemos uma revisão no pós-pago, com o plano 'Vivo Você', que estimulou o tráfego entre clientes da Vivo, reduzindo a taxa de interconexão", disse. Pelo lado financeiro, Lima destacou o impacto positivo no lucro por meio da queda na linha das despesas financeiras, de 33,1% no primeiro trimestre, para R$ 167,5 milhões, ante R$ 250,3 milhões negativos em igual intervalo do ano passado. Ele justificou essa redução pelas iniciativas de alongamento do perfil da dívida, com taxas de captação a custos mais baixos. O resultado financeiro líquido, somando despesas e receitas, ficou negativo em R$ 58,3 milhões, despesa 64,6% menor que a do primeiro trimestre de 2009. Em relação a planos futuros, Lima reiterou que a previsão de investimentos para este ano é de R$ 2,490 bilhões, dos quais aproximadamente 63% serão destinados à expansão da rede da operadora.

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