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Vivo: lucro líquido sobe 204,7% no 3ºtri08, para R$ 129,8 mi

O lucro líquido da Vivo saltou 204,7% no terceiro trimestre, comparativamente a igual período de 2007, para R$ 129,8 milhões, amparado por um faturamento maior e pelo controle mais rígido das despesas. Com isso, a operadora de telefonia móvel reverteu o prejuízo de R$ 59,5 milhões anotado entre abril e junho passados, levando a última linha do balanço para um resultado positivo de R$ 326,5 bilhões no acumulado do ano até setembro.

Agência Estado |

A geração de caixa medida pela Ebitda, no valor de R$ 1,316 bilhão, indicou 39,8% de alta ante intervalo correspondente de 2007. Com receita líquida de R$ 4,078 bilhões, que traduz um acréscimo de 13,7% em 12 meses, a margem da companhia alcançou 32,3% no terceiro trimestre. Entre julho e setembro de 2007, a margem Ebitda da Vivo tinha sido de 26,3%, porcentual que caiu a 23,2% no segundo trimestre de 2008, por força de maiores despesas com vendas e publicidade.

A expansão das receitas da Vivo foi impulsionada pela evolução de 15,1% no que é faturado com serviços, que totalizou R$ 3,6 bilhões no intervalo, dos quais 10% vêm dos serviços de dados e de valor agregado (SVA).

Ao mesmo tempo, os custos operacionais da Vivo no terceiro trimestre cresceram pouco ante igual intervalo de 2007, à razão de 4,4%, para R$ 2,761 bilhões. Nesta rubrica, destaque para a baixa de 16,4% na Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) em 12 meses, que somou R$ 71,8 milhões no terceiro trimestre. Também houve queda de 11,4%, para R$ 160,6 milhões, nas despesas gerais e administrativas, principalmente em virtude da extinção, em agosto, da "management fee", repasse que a Vivo fazia aos controladores Telefônica e Portugal Telecom (PT) e que gerava custos de, aproximadamente, R$ 40 milhões a cada trimestre.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, acredita que os resultados operacionais mais fortes não podem ser considerados um evento "excepcional", mas o fruto de um trabalho de três anos na simplificação da estrutura societária da Vivo, que antes era composta por 14 empresas, na unificação da base de sistemas da operadora e na migração para a tecnologia GSM, cujos aparelhos são mais baratos por uma questão de escala de produção, o que reduz as despesas da operadora com subsídios para atrair clientes.

Outras medidas apontadas por Lima para a mudança de curso da Vivo - que no passado sofreu com perdas contínuas de clientes e uma forte epidemia de fraudes e clonagem em sua rede -, foi a compra da Telemig e, mais recentemente, a ampliação da cobertura a todo o mercado nordestino. Os efeitos do avanço sobre o Nordeste devem se fazer presentes já no próximo trimestre. O equilíbrio financeiro na região virá depois de alguns meses, acredita Lima, citando a forte receptividade deste mercado a serviços de telefonia.

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